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POTLACH
Era mágico ouvir meu
corpo e seu silêncio...
Era forte ouvir com
os olhos e com as palmas da minha mão.
Era um sonho admitir
que o meu corpo via
Meus olhos escutavam
Meus braços erguiam
e as pernas dançavam.
O tempo
suava
A testa Tremia
O peito pulsava
E a
gente sentia...
Não era fácil dizer
que eu fazia,
Dizer que eu
dançava, dizer que eu via.
Não era fácil que
meu corpo falava
Dizer o quanto eu te
via
Dizer
ao mundo que eu estava
Falava
Cantava
Dançava
Existia...
E a mágica se fez
toque,
O caminho fez-se
Passo,
Do corte fez-se
um abraço.
Dos olhos
fez-se um conto
Das Palmas
fez-se um carinho
E do
carinho um tema.
Do
tema se fez poema
E do poema um encontro...
César Augusto Félix
Espelhos da Educação
CED
- 2005
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