18o. PAINEL DE BIBLIOTECONOMIA EM SANTA CATARINA, I FÓRUM ESTADUAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS E I FÓRUM ESTADUAL DE BIBLIOTECAS ESCOLARES

"BASES DE DADOS: metodologia para seleção e coleta de documentos"

Rogéria Fernandes Albrecht

Bibliotecária – CRB14/399 - ACB 516

REDES E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO AMBIENTAL

BANCOS E BASES DE DADOS EM INFORMAÇÃO AMBIENTAL

- Bibliografia Meio Ambiente em Santa Catarina (Ohira 1986).

- Base de Dados LEG . http://www.feema.rj.gov.br/utilidad/bibliot/biblio.htm

- Base de Dados LEGI (Martins & Santos 1992).

- Base de Dados INTMA (Fernandes & Skolimovski, 1992).

- Base de Dados SEI (Marchiori, 1994).

- Banco de Dados DAFID (Bing, 1992).

- Centro Nacional de Informação Ambiental – CNIA http://www.ibama.gov.br/~cnia.

- Base de Dados IRPTC (Fernandes, 1992).

- Centro de Informação e Documentação Ambiental Luís Eduardo Magalhães, http://www.mma.gov.br/por/CGMI /biblio/index.html

- Base de Dados Tropical – BDT. http://www.bdt.org.br/

 

Informação Ambiental:

Segundo Almeida et al. (1987),

a informação ambiental passou a ser considerada elemento sumamente importante nas decisões político-econômicas internas e externas, como elemento de apoio aos gerentes ambientais por condiç&ot ilde;es mais humanas para todas as criaturas, como suporte aos cientistas e tecnólogos, pelo desenvolvimento de tecnologias apropriadas e na educação do povo, visando o uso racional dos recursos naturais.

 

Outro aspecto da informação ambiental é o conhecimento da sua característica na cobertura jornalística .Targino (1994) nos diz que:

(...) apesar da fragilidade da política nacional de informação ambiental, observa-se progressivo volume de informações no circuito convencional de comunicação do País, fazendo e mergir, nas últimas décadas dentro do jornalismo científico como um dos campos mais polêmicos e profusos o jornalismo ambiental, decorrente do fortalecimento do movimento ambientalista e do permanente fórum de deba tes em nível formal e informal sobre o tema, praticamente, em todos os segmentos da sociedade.

FONTES INSTITUCIONAIS NACIONAIS

FONTES INSTITUCIONAIS ESTADUAIS:

 

 

 

1992 - Rio de Janeiro - Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a ECO 92 - AGENDA 21: Seu conteúdo expressa não somente a realidade do ecossistema mundial, como o compromi sso assumido pelas nações em buscar a harmonia entre o desenvolvimento e o equilíbrio com o meio ambiente.

Redes e Sistemas de Informação Ambiental

Bancos e Bases de Dados em Informação Ambiental

 

METODOLOGIA PARA SELEÇÃO E COLETA DE DOCUMENTOS

Com relação a política de seleção de publicações para bases de dados, Chagas (1988, p.3), afirma que:

A necessidade de adoção de uma política de seleção adequada para ingresso de documentos em bases de dados tem se tornado cada vez mais evidente... e atrav&eacu te;s de um conjunto de diretrizes e normas, objetiva estabelecer adoções, delinear estratégias gerais, determinar instrumentos e delimitar critérios para facilitar a tomada de decisão na composição e desenv olvimento de coleções... Esta política deve ser flexível e atualizada, e expressa de forma a facilitar as decisões e a justificar a incorporação ou não de determinados ítens".

Tipo de Literatura

Poblacional et al. (1996)

- Livros, capítulo de livro, artigo de periódicos e artigo de jornal.

- Comunicações em eventos , tese, dissertação, relatórios e Monografias ou Trabalhos Acadêmicos.

Não serão cadastrados na base de dados: material informativo, de divulgação e de propaganda, como artigos de jornais, folhetos, folders, etc. (Lambert, 1996).

Abrangência do Assunto e/ou Área Temática

Uma das soluções para o problema de definição do assunto, segundo Lambert & Barreiro (1996, p. ), ... é iniciar o trabalho com um e scopo mais reduzido e, ao longo do tempo, depois de alguma experiência, ir acrescentando novos assuntos.

Serão considerados todos os documentos gerados no Vale do Itajaí, no período determinado, com informações sobre o meio ambiente para o Vale do Itajai – Bacia Hidrog ráfica do Rio Itajaí.

Limite Geográfico

Para Lambert & Barreiro, 1996, p. )

o limite geográfico vai determinar as fronteiras do trabalho de coleta ... definir as fontes de informação que serão utilizadas...

A área geográfica de abrangência da base de dados restringe-se ao Vale do Itajaí, envolvendo a produção técnico-cinetífica sobre o meio ambiente produzida na região para a região, objetivando identificar autores e assuntos (independente do idioma da publicação), visando, principalmente, os usuários do ramo da engenharia. (Lambert, 199 6) ; (Ohira, 1994).

Limite de Tempo

O volume da literatura publicada na área técnico-científica, na maioria das vezes, é muito grande, a delimitação do tempo é fundamental para o interesse ou não da inclusã ;o dos documentos.(Lambert & Barreiro, 1996).

A determinação do período 1983/1997, foi estabelecida em função da grande enchente ocorrida na região em 1983, constituindo-se de um fator fundamental nas questões ambientais do Vale do I tajaí, gerando riscos principalmente em relação à segurança da população e economia.

Identificação das Fontes de Informações

A identificação das pessoas como fontes de informações: autores, editores e orientadores de dissertações e teses. A identificação de pessoas pode levar a identifica&cced il;ão de instituições, de publicações e de outras pessoas.

Fontes de informações definidas como instituições: bibliotecas, instituições de pesquisa, instituições públicas e privadas, entre outras a serem identificadas. A iden tificação de instituições pode levar a identificação de pessoas, de publicações e de outras instituições.

As publicações enquanto fontes de informações: literatura técnico-científica impressa em papel, microfilmada, armazenada em suporte magnético ou em CD-ROM. Constituem-se de: peri&o acute;dicos, relatórios, bibliografias, entre outros (Lambert, l996, p. 6).

Localização das Fontes de Informação

Segundo sua origem as fontes de informação são definidas por Lambert (1996, p. 8), como:

  1. Fontes primárias - mais importantes: livros, periódicos e publicações seriadas, prepints, e anais de eventos, relatórios técnicos, normas técnicas, teses e dissertaç&oti lde;es, patentes.
  2. b) Fontes secundárias – organizam, sob forma de índices e resumos, as informações de fontes primárias, geralmente as "obras de referência" : biibliografias, handbooks ou manuais t&eacu te;cnicos, boletins de bibliotecas, informativos de associações e sociedades de classe, catálogo de teses e de produção científica.

c) Fontes terceárias – orientam para a utilização das fontes secundárias e primárias. Elas representam o ponto de partida para as ações da coleta: Banco de bibliografias ou Bibliog rafias de Bibliografias, Catálogo de Editores, Catálogos Coletivos de eventos, de normas técnicas, periódicos, CD–Rom que informam sobre acervos de bibliotecas, calendários de Eventos.

Organização e Definição dos Contatos

A organização dos contatos é uma fase muito importante para se proceder a coleta de documentos.

Correspondências formais: cartas-padrão ou cartas - circulares

Formulários : padrão de pedidos entre bibliotecas.

Formulários COMUT: existente no Brasil através do sistema de comutação bibliográfica.

Contatos informais: telefone, fax, e-mail, etc.

Muito importantes são os contatos pessoais, permitindo fazer um trabalho de conscientização para pesquisadores e/ou instituições, havendo a possibilidade da geração de outras fonte s de referência (Lambert, 1996) ; (Lambert & Barreiro, 1996) e (Dodebei, 1986).

Feedback aos Autores e Instituições-Fonte

Segundo Lambert e Barreiro (1996), o feedback:

É uma etapa fundamental para se estabelecer um fluxo constante de documentos... a falta de vontade em remeter ou emprestar um documento, se deve ao fato de que as pessoas não sabem o que vai ser feito daquele documento...basta informar ao autor do trabalho, ou à pessoa que enviou o exemplar do documento, quando ele foi incorporado à base de dados. Ainda melhor é enviar uma cópia da página da bibli ografia (caso haja) que contenha a referência bibliográfica em questão.

 

DEFINIÇÃO DA BASE DE DADOS

O software utilizado é o MicroIsis, segundo as técnicas do software.

 

CONCLUSÃO

A revisão de literatura revelou que a informação ambiental no Brasil encontra-se fragmentada, e dispersa nas diversas instituições criadas para executar a pol&iacu te;tica de meio ambiente em nível federal, estadual, municipal, como também nas Organizações Não Governamentais. Observando-se porém, várias iniciativas para controle, organização e dissemina& ccedil;ão dessas informações, imprescindíveis para o planejamento, pesquisa e gestão ambiental.

Inúmeras bases de dados na área de meio ambiente encontram-se disponíveis nos diversos formatos, com vários tipos de documentos sobre as questões ambientais , criadas por instituições pre ocupadas com o controle da informação. Em sua maioria, essas bases de dados foram desenvolvidas com o Software MicroISIS.

A utilização do software MicroISIS aliado ä utilização do Formato de Intercâmbio Bibliográfico e Catalográfico em meio magnético contribuem para o intercâmbio de info rmações através da importação e exportação de dados entre unidades e sistemas de informação, o que irá contribuir para o crescimento dos sistemas existentes.

É imprescindível o planejamento de uma base de dados, pois aspectos como padronização e qualidade só serão alcançados com a utilização das normas e instrumentos de contr ole específicos da área de documentação, como Tesauros para indexação, Código de Catalogação para a descrição bibliográfica, Formato de Intercâmbio etc, fundamentais para o tratamento e disponibilização da informação.

A implementação da Base de Dados do Vale do Itajaí, irá contribuir para os projetos em desenvolvimento na região, para atualização dos pesquisadores da área de meio ambiente, e pri ncipalmente, poderá integrar os sistemas nacionais e internacionais existentes na área de informação ambiental.