![]() |
|
|
Palavras-chave:
Biblioteconomia - Santa Catarina; Ensino de Biblioteconomia; Formação
de bibliotecários.
Abstract:
It tells the results of the one of the stages of research carried through
in the Department of Information Science of the UFSC, covering period of
1973 - 1993, inside of the string of inquiry "Information and Society".
The searched objective is to know which factors contributed so that
the two existing university courses of Library Science in Santa Catarina
State [Brazi] had fragilities in the relation enter its activities of education,
research and services with the bibliographical production generated
by the operating professionals in Santa Catarina State. Beyond one
soon walk through texts on thematic the work and education, the article
informs on the procedures adopted in this research and, finally, it displays
some explanations found for the weak points.
Key-Words:
Library Science - Santa Catarina; Education for Library professions.
1 INTRODUÇÃO
Já
há algum tempo, desenvolve-se no Departamento de Ciência da
Informação da UFSC uma pesquisa na linha de investigação
Informação e Sociedade que vai além do livresco interpretativo
e do técnico experimental. De outro lado, na medida em que avança
rumo a uma consolidação, cada vez mais associa o levantamento,
a interpretação da informação coletada por
meio de informação de professores, ou de documentos utilizados
para a ação de ensino, com a geração de infra-estrutura
para a produção resultante de análise de informação,
bem como realiza a produção de bases de dados. Esta infra-estrutura
se constitui pelo NIPEEB - Núcleo de Informação, Pesquisas
e Estudos em Educação Bibliotecária e visa, em prazo
mais imediato, produzir um conhecimento acerca da Educação
Bibliotecária em Santa Catarina e, mais tarde, desta atividade na
Região Sul do Brasil. Significativamente, através desta linha
de investigação, os estudos em desenvolvimento indicam
que é possível se dar a ênfase necessária à
pesquisa educacional em Biblioteconomia que continua a ser um dos
pontos mais fracos da atividade bibliotecária no Brasil. Este
ponto fraco, tanto se revela em insuficiência teórica, dos
diversos ângulos do estudo do conhecimento educacional, quanto na
limitação metodológica dos processos e instrumentos
de pesquisa aplicáveis no cruzamento das duas áreas.
A pesquisa de que resultou este artigo, se constitui em uma das etapas
do projeto mais imediatamente relacionado à situação
da educação bibliotecária em Santa Catarina. Na sua
condução tem-se buscado uma visão mais ampla que a
imediata relação escola / professor / aluno, partindo da
idéia de que para além destes há um contexto que organiza
uma cosmovisão ou um mundo de intervenção sobre e
do sujeito. Por isso, tem-se tomado como fundamentação teórica
a teoria sociológica do conhecimento, tendo como fonte principal
Berger e Luckmann. Estes autores forjam a explicação de que
a realidade que vivemos e na qual interagimos é construída
socialmente, isto é, a partir do movimento humano nas relações
primárias das estruturas familiais e secundárias das estruturas
institucionais. Outra fonte teórica que se utiliza para a pesquisa
é a Sociologia das Profissões. Nesta destaca-se como fonte
principal Eliot Freidson. Destas referências teóricas, isto
é, da Sociologia do Conhecimento e da Sociologia das Profissões,
ambas produzidas a partir dos estudos dos autores mencionados no contexto
norte-americano, parto para o conhecimento, através desta pesquisa,
de como se dá a Educação Bibliotecária no Sul
do Brasil e em Santa Catarina. Por contingências diversas, dentre
as quais as relacionadas ao financiamento, venho explorando somente a realidade
existente em Santa Catarina esperando, mais tarde, ter os meios materiais
para alcançar toda a região sul do país. Assim, colocado
sob a perspectiva sociológica do conhecimento, compreendo que profissões
são papéis socialmente sancionados e, modernamente, são
dependentes de profissionalização precedida de estudos universitários,
na maioria dos ramos ocupacionais. Por esta razão, percebo que a
ação da escola é múltipla e, em suas diversas
variantes, precisa ser progressivamente estudada. De outro lado, aceito
a perspectiva sociológica das profissões, de que as profissões
fundadas, principalmente, na escolarização universitária
necessitam constituir três pilares de sustentação e
de dinamização os quais exigem uma atuação
em linha com o movimento social. Eles são:
2 ALARGAMENTO TEÓRICO DO TEMA
No
período coberto pela pesquisa, 1973 a 1993, a literatura produzida
em Sociologia e Economia e a realidade material da sociedade revelam que
o mundo e o Brasil vieram crescendo em transformações (desestruturação
e desmonte do estado soviético, reunificação alemã,
ressurgimento dos movimentos públicos favoráveis às
idéias nazistas, fortalecimento dos estados islâmicos, reorganização
do estado brasileiro com a retomada das eleições gerais e
crescimento desmedido do número de municípios no país,
fortalecimento de ONGs, privatização exagerada do ensino
superior, desmonte do estado com a privatização de parte
importante de empresas do estado ou de capital misto, crescimento do número
de estabelecimentos escolares em todos os níveis, mudança
do perfil dos setores econômicos, etc.) que se consolidaram
já no início dos anos 90 e que não foram tematizadas
claramente e inseridos como problemas pelos cursos de Biblioteconomia instalados
no Brasil. Como se viu na pesquisa anterior, e consubstanciado no respectivo
relatório, os Cursos instalados na UFSC e UDESC também passaram
ao largo disso.
Uma das principais mudanças em nível internacional foi a
profunda e rápida construção de uma infra-estrutura
científica e tecnológica a partir dos anos 70 que deu origem
e fomento vigoroso ao que ora se chama de sociedade informacional ou sociedade
da informação1 . De
fundo mais econômico, estas mudanças produzem, desde então,
reformulações de impacto mundial nas relações
de poder, na sociedade e na estrutura produtiva dos estados nacionais,
assim como em segmentos sociais específicos, cuja análise
detalhada tem sido feita por vários estudiosos, destacando-se entre
eles Giddens, Castells, Harvey, Lojkine.
Naturalmente, todas estas mudanças refletem-se no mundo do trabalho
e, por isso, igualmente no mundo das profissões, desembocando necessariamente
no universo constituído pelo conjunto dos sistemas educacionais,
não como momento e fenômeno único, uniforme e verticalizado.
Por esta razão, a discussão e reavaliação da
atuação da escola em meio a estas mudanças, especialmente
em nível de educação superior, é distinta,
conforme a grandeza do impacto percebida em diferentes campos do conhecimento
e em diferentes regiões geográficas e econômicas no
mundo e no âmbito interno dos diversos países.
Sob esta perspectiva, é um fato concreto que a área de Biblioteconomia
veio recebendo grandes impactos em sua atividade educacional durante os
últimos vinte anos, tendo se verificado situações
distintas. A primeira foi uma ampla reciclagem nos currículos ofertados
nas escolas norte-americanas nos anos 80; a segunda foi a implantação
de Cursos de Biblioteconomia em todo o território espanhol e a terceira
foi o esforço na reestruturação da educação
bibliotecária em países que já possuíam uma
modelagem tradicional de educação bibliotecária vinculada
a objetivos estatais com a França e a Suécia podendo ser
tomadas como exemplos.
Todas estas mudanças vêm-se refletindo com escasso impacto
sobre a Biblioteconomia brasileira, que somente a partir da metade
da década de 90 passa a redefinir o perfil de sua infra-estrutura
de educação bibliotecária, inicialmente com o reconhecimento
de mudanças substantivas orientadoras da redenominação
dos Departamentos de Ensino de Biblioteconomia. Com isso, podem assimilar
sem choques com a regulamentação profissional de bibliotecário2 o
caráter multidisciplinar do objeto de trabalho da Biblioteconomia,
que cada vez mais exige equipes docentes com quadros oriundos de várias
disciplinas acadêmicas.
De outro lado, para além dos aspectos de redefinição,
expansão e infra-estrutura dessa educação, há
questões relevantes acerca de desenho de currículo, procedimentos
de planejamento, ensino e avaliação de aprendizagem que estão
em discussão embrionária, envolvendo aí um esforço
de aprofundamento, com alcance nos países do MERCOSUL, especialmente
dirigidos a uma harmonização curricular entre os Cursos de
Graduação instalados no Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai
e Chile, desde 1996, através dos Encontros de Dirigentes das Escolas
e dos docentes dos Cursos sediados nestes países.
Nesse trabalho de harmonização curricular, está embutida
a idéia que orienta a sociedade informacional, nos termos na análise
de Castells, que é a atuação em redes magnificando
o processo em fluxo3 .
Porém, ao longo desses quatro anos
de discussão sob a perspectiva da harmonização curricular
na região de influência do MERCOSUL não se enxerga
um avanço efetivo da atuação em rede, no próprio
Brasil, das Escolas de Biblioteconomia, seja na totalidade do país,
na região sul e mesmo em Santa Catarina. Assim, problemas com relação
aos processos de trabalho dos dois cursos instalados no estado tendem a
persistir.
Tais circunstâncias podem estar refletindo a escassa discussão
pelas equipes docentes destes Cursos de temas (como o ressurgimento dos
movimentos públicos favoráveis às idéias nazistas
no Brasil, reorganização política do estado brasileiro
e crescimento desmedido do número de municípios no país,
fortalecimento de ONGs, privatização exagerada do ensino
superior, desmonte do estado com a privatização de parte
importante de empresas do estado ou de capital misto, crescimento do número
de estabelecimentos escolares em todos os níveis, mudança
do perfil dos setores econômicos, etc) que não apenas repetem
fenômenos mundiais como, no âmbito nacional e estadual, requerem
a atenção dos cursos de ensino superior, sobretudo. Esses
temas, tratados como fenômenos mundiais ou nacionais, afetam imediatamente
os conteúdos tratados em seus currículos, dado o próprio
caráter ou jeito de ser da sociedade informacional. Esse horizonte
temático se relaciona mais objetivamente com o pensar e agir sobre
o mundo do trabalho, a educação, o processo escolar e a
atuação docente na Sociedade Informacional e, em seu
conjunto, contribui para a crise do modelo tradicional de currículo
e permite a abertura do debate em torno de um novo ordenamento curricular.
Em relação ao mundo do trabalho é importante tomar-se
inicialmente o entendimento do que o caracteriza. No início dos
anos 80, no livro de André Gorz Adeus ao Proletariado, há
uma síntese que evidencia com certa clareza o significado do termo
e conceito trabalho. Diz ele: Atualmente [trabalho] designa
uma atividade que se exerce: 1) por conta de um terceiro; 2) em troca de
um salário; 3) segundo formas e horários fixados por aquele
que paga; 4) visando fins que não são escolhidos por quem
o executa. ... “Trabalho” hoje em dia designa praticamente apenas
uma atividade assalariada. (p. 9)
Visto desta maneira, trabalho é nada mais que a venda do tempo de
quem se assalaria a quem possa pagá-lo. É um meio de subsistência
material do trabalhador que aceita contratual ou de modo tácito
obedecer a uma disciplina na relação empregatícia.
Mesmo assim, o trabalho não é um fato permanente pois convive
com outros modos pelos quais os indivíduos podem adquirir meios
de subexistência material. Desse modo, submetido ao modelo atual,
o trabalho não é em si uma forma hegemônica e não
existiu deste modo em todas as épocas. É por isso, fenômeno
que apareceu em determinado momento do fluxo histórico do homem,
constituindo elemento importante da sociedade capitalista, nos termos de
Castells. Assim, é objeto de uma relação que existe
amparada sob diversos modos de exercício e regulação.
Durante os anos 80 e 90, em que ocorreu a mais intensa informatização
da sociedade em escala mundial, o caráter do trabalho se modificou.
Sobre ele se evidenciaram as idéias e as práticas de flexibilização
de contrato, de jornada e no corpo de trabalhadores aumentou substancialmente
a inserção das mulheres como mão-de-obra altamente
qualificada mas desigualmente remunerada ou subempregada (Castells). Em
outros termos, percebe-se a confirmação, como demonstrada
por Castells, do que André Gorz, no livro já mencionado,
afirmava em 1980: a abolição do trabalho é um processo
em curso e que parece acelerar-se. (p. 11)
Porém, outra consideração que se deve fazer é
que o trabalho, existindo com pleno emprego, ou com redução
do emprego, constitui uma das mais fortes determinações educacionais,
ou seja, uma das justificativas da existência dos sistemas educacionais
é a preparação de futuros trabalhadores qualificados
ou adaptados. Isto ocorre pelo fato de que o mundo do trabalho tradicionalmente
requer disciplina do corpo trabalhador, domínio de conhecimentos
ditos profissionais e capacidade de viver e de produzir transformações.
À disciplina pode-se relacionar a acomodação contratual
com produção ou horários, salários, condições
locais de ambiente de trabalho, etc. Aos conhecimentos profissionais
se associa o saber como fazer o que envolve o domínio dos processos
de trabalho e da transformação da matéria-prima ou
produção de serviço. À capacidade de viver
e de produzir transformações se relaciona a administração
pessoal da vida de trabalhador, incluindo aí o que incide sobre
a disciplina e domínio de conhecimentos.
Pode-se afirmar, de outro lado, que nos últimos duzentos anos a
educação, via escolarização, voltou-se para
a forja dos alunos (a quase totalidade) para viverem uma vida adaptável
ao mundo do trabalho (Perrenoud) ou seja, cada vez mais a escola volta-se
à introjeção da disciplina, do conhecimento e do senso
de transformação. Com isso, a escola com funções
mais amplas, orientada à formação estético-humanista
desinteressada ficou muito restrita, de maneira que quase todos os
discursos educacionais terminam por vincular o conceito de educação
escolarizada ao mundo do trabalho.
Nos discursos da década de 90, como em Castells, um analista da
sociedade da Era da Informação, os conceitos de educação
e conhecimentos especializados diferem entre si, embora ambos evoquem igualmente
o trabalho. Ele diz: Deve-se estabelecer distinção entre
o conceito de educação e de conhecimentos especializados.
Conhecimentos especializados podem tornar-se obsoletos com rapidez mediante
mudança tecnológica e organizacional. Educação
ou instrução (diferentemente do internato de crianças
e estudantes em instituições) é o processo pelo qual
as pessoas, isto é, os trabalhadores, adquirem capacidade para uma
redefinição constante das especialidades necessárias
à determinada tarefa e para o acesso às fontes de aprendizagem
dessas qualificações especializadas. Qualquer pessoa instruída,
em ambiente organizacional adequado, poderá reprogramar-se para
tarefas em contínua mudança no processo produtivo. (v. 3,
p. 417)
Nessa mesma linha de compreensão e na mesma década, pode-se
encontrar textos de educadores brasileiros. Um exemplo que confirma a associação
da educação com o trabalho é o texto de revisão
de Araci Catapan e Zeina Thomé Trabalho & Consumo: para além
dos parâmetros curriculares, o qual evoca o momento seguinte à
sanção, no Brasil, mas que reflete um quadro mundial, de
uma nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em 1996,
que rejeita um projeto discutido pela comunidade educacional do país
por mais de cinco anos. Ao tratarem da relação educação
e trabalho no capitalismo, as autoras dizem: Dado o desenvolvimento que
as forças produtivas têm alcançado ainda no capitalismo,
bem como a produção de riquezas culturais e materiais reveladoras
do homem e apropriadas desigualmente; a existência de uma base técnica
comum à produção e a intensidade de conteúdo
técnico-científico inserido no processo produtivo, a cognição
se apresenta como o presente e o futuro do trabalho, e a formação
multidimensional como uma exigência universalizante e instrumento
de luta nas sociedades tecnológicas. (p. 35)
Assim, parece evidente que o mundo do trabalho continua a definir o mundo
da educação e, por contingência, determina também
os estados de ensino e aprendizagem ou, em outros termos, o processo escolar.
E, coerente com os sentidos de conhecer e transformar, próprios
da educação voltada para uma qualificação de
conteúdo cognitivo, isto é, direcionada à identificação
e solução de problemas (Catapan e Thomé, p. 34) vai-se
encontrar em Piaget (ver Lima) uma tipologia de memória que tem
uma relação direta com o universo de atuação
da escola. Por essa tipologia, resultante da observação do
processo escolar, a escola realiza o seu trabalho enfatizando a aquisição
do saber (memória) tanto pelo reflexo condicionado quanto pelo emocionalismo.
De acordo com o entendimento que retiro da exposição de Lima,
a ação da escola se revela na introjeção dessas
memórias nos indivíduos educandos. A primeira memória
expressa-se pelo savoir-faire ou know-how ou habilidades como falar, andar,
calcular, andar de bicicleta, tocar instrumento (... área pouca
afetada pelas amnésias); a segunda memória expressa-se pela
lembrança, que pode ser desfigurada com relação à
realidade ... Os pesquisadores mostram que o melhor modo de evocar lembranças
é através de uma reconstituição emocional ...(p.
219). Mas Lima chama a atenção para o fato de que o processo
de ensino que enfatiza a primeira memória procede melhor do que
aquele cuja ênfase dá à segunda. Em suas palavras O
sistema escolar tradicional, sem se dar conta disso, apela para as emoções
(medo, castigo, perda de status, etc.), como recurso de memorização
... o processo escolar todo é sustentado, em seu rendimento, pelas
emoções geradas por prêmio e castigo (aprovação/reprovação)
... (p. 219).
Visto deste modo, pode-se considerar que a escola tradicional serve mais
ao mundo do trabalho na formação disciplinadora, pela via
emocional, não oferecendo uma ênfase que sustente mais firmemente
a formação para o conhecimento e transformação.
Desse modo, pode ser uma escola pouco responsiva à carência
de educação que Castells identifica no mundo da Era da Informação.
Do modo como compreendo, o processo escolar pode ser modelado pelo currículo
e igualmente ser modelador do currículo, razão pela qual,
no bojo da discussão deste tema, os teóricos chamam a atenção
constante para a necessidade da superação do currículo
tradicional e oferecem propostas de modalidades diferenciadas que poderiam
responder mais adequadamente às mudanças mais recentes da
sociedade.
Para chamar a atenção do perfil do currículo tradicional,
Cunha analisa a obra de Tyler, Princípios básicos de currículo
e ensino, tida como obra clássica neste tema, argumentando que nela
o método precede o objeto. Em seu estudo, a autora afirma que Relacionando
essa posição para o campo do currículo, poder-se-ia
afirmar que todo aquele que busca o como planejar sem uma compreensão
reflexiva e imanente do objeto estaria veiculando uma concepção
tradicional do currículo. Ao longo de seu texto a autora, que utilizou
a análise de conteúdo como técnica de investigação
da obra de Tyler, consegue confirmar a postura positivista apresentada
naquele texto, demonstrando no mesmo a ocorrência não apenas
da precedência do método sobre o objeto (contexto de ação),
mas demonstrando também que ao agir assim aquele texto ou seu autor
faz desta concepção de currículo aquela que está
consagrada como a tradição da construção curricular
predominante que, entre outras coisas, nega a crítica e o fazer
científico.
Até onde percebo, e pelo conjunto das discussões que venho
produzindo em meus textos, esta fórmula Tyleriana, do currículo
positivista, é de fato a mais utilizada na elaboração
do currículo de Biblioteconomia que mesmo quando muda não
parece tê-lo feito.
No período aqui estudado, vê-se que ocorreu pouca mudança
na Educação bibliotecária brasileira, especialmente
quando se compara a situação existente no período
e as várias discussões e recomendações oferecidas
desde 1978 quando do trabalho "O Ensino de biblioteconomia no Brasil" editado
por Nice Figueiredo e realizado sob os auspícios da CAPES, até
os inícios dos anos 90, passando pelos trabalhos de 1982, de Ana
Polke: "O conteúdo curricular orienta a atuação do
bibliotecário na linha predominantemente de execução
de tarefas quando aprofunda a técnica e não leva em conta
o ambiente contextual onde esta se aplica" (p. 77); de Lilia Vargas:
"...temos consciência e falo porque acredito haver um consenso neste
aspecto, por parte dos professores do Departamento de Biblioteconomia [UFRGS]
de que o currículo precisa ser reestudado e isto de forma constante,
pois novas exigências a cada dia se fazem ao profissional que ora
formamos" (p. 79) e Evangelina Veiga: "Ao analisarmos o ensino da biblioteconomia
no Brasil, não o podemos fazer de forma isolada. De nada vale a
apreciação de programas, métodos e currículos
que regem o nosso ensino, sem inseri-lo, antes, em um contexto maior" (p.
64).
Além das observações das autoras acima apontadas,
o documento-síntese do Seminário de Otimização
do Ensino de Biblioteconomia, realizado em novembro de 1982, em Recife,
PE, (no mês seguinte à deliberação (em 29/10/82)
que estabeleceu a Resolução CFE 08/82, a qual configurou
o novo Currículo Mínimo de Biblioteconomia), apontava como
"dificuldades e sugestões para implantação do novo
Currículo" as seguintes:
3 PONTOS FRACOS IDENTIFICADOS: investigando as suas causas
No relatório da pesquisa precedente, se concluiu que os pontos fracos então identificados na atuação das escolas catarinenses de Biblioteconomia demonstravam que no período coberto:
a) Identificação dos Docentes
Foram identificados um total de 31 docentes entre ativos e aposentados,
sendo 11 na UDESC conforme listagem fornecida pela secretária da
FAED - Faculdade de Educação - à qual está
vinculado o Curso e 20 na UFSC conforme listagem fornecida pelo Departamento
de Ciência da Informação.
b) Elaboração e Aplicação de Instrumento
de Coleta de Dados
Na condição de pré-teste do instrumento de coleta,
um questionário foi inicialmente aplicado como piloto para dois
docentes da UFSC e um aposentado da UDESC que na época atuava com
contrato temporário na UFSC. Após esta aplicação
foram realizadas alterações no instrumento a fim de melhor
adequá-lo aos docentes.
c) Aplicação do questionário
O questionário definitivo foi enviado a 26 docentes, sendo,
dez da UDESC e dezesseis da UFSC. Antes do envio postal dos questionários
realizou-se contato por telefone com 15 docentes a fim de consultar e verificar
a possibilidade de responderem ao mesmo. Foram enviados, por correio, 15
questionários para professores aposentados, afastados ou em licença
e, em mãos, foram entregues 11 questionários, para o pessoal
ativo, principalmente os docentes da UFSC já que na época
de aplicação dos questionários a UDESC estava em período
de férias. Dos 15 questionários enviados pelo correio retornaram
6 e dos entregues em mãos retornaram 10 respondidos. No total, dos
26 questionários enviados, 1 retornou, sem resposta, por incompatibilidade
de endereço, 1 não foi analisado por não se enquadrar
no período pesquisado restando 14 respondidos em condições
de análise, dos quais 5 de professores da UDESC e 9 de professores
da UFSC.
d) Tabulação dos Dados
A tabulação dos dados foi realizada em três etapas
visando facilitar o processo de análise. Na primeira seguiu-se o
roteiro de questões estabelecido no instrumento de pesquisa; na
segunda seguiu-se um roteiro de análise individualizada a
partir do cruzamento de questões comuns; na terceira seguiu-se um
roteiro individualizado de eixos de análise.
e) Interpretação dos resultados
4 OS CURSOS DE BIBLIOTECONOMIA EM SANTA CATARINA: criação e cotidiano de trabalho entre 1973 e 1993
Os
Cursos de Biblioteconomia surgiram em Santa Catarina no mesmo ano. Segundo
documentos oficiais, o Curso de Biblioteconomia da UDESC foi aprovado pelo
parecer 453/73 e implantado em 1974, tendo obtido reconhecimento pelo Decreto
Federal 81502, de 30/03/78. Em sua história consta que de 1980 a
1983 não realizou concurso vestibular, sendo reativado em 1984,
com a oferta de vagas para o município de Blumenau. O Curso de Biblioteconomia
da UFSC foi implantado em 1973, recebendo reconhecimento do CFE em 08/11/77
pelo Parecer 3.129, confirmado pelo Decreto Federal 81.144 de 02/01/78.
Inicialmente, formaram seus quadros docentes com professores contratados
provisoriamente, alguns vindos de outros estados e atuando simultaneamente
nos dois cursos. Em 1987, dados do então Departamento de Biblioteconomia
e Documentação da UFSC indicavam um quadro total de 19 professores,
sendo 12 Mestres e 7 especialistas. Em novembro de 1993, em levantamento
feito por ocasião do III Encontro das Escolas de Biblioteconomia
da Região Sul, as duas escolas tinham a seguinte situação:
TABELA 1
|
|
|
UDESC |
| Número de professores |
|
|
| Regime de trabalho
- dedicação exclusiva - DE |
|
|
| Titulação
- doutor - mestre - especialista - bacharel |
|
|
TABELA 2
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Com relação à UDESC os dados são parciais e captados a partir dos 5 questionários que foram devolvidos em resposta à pesquisa e são os seguintes:
TABELA 3
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
TABELA 4
|
|
|
|
| Dedicação Exclusiva - DE |
|
|
| 40 horas1979 |
|
|
| 20 horas1988 |
|
|
Quanto a Formação Pessoal e Acadêmica foram considerados os dados relativos à: 1) titulação e área de formação no nível de graduação e 2) domínio de idiomas estrangeiros pelos docentes. Utilizando-se os dados captados nos questionários, vê-se na tabela abaixo os dados referentes ao indicador 1:
TABELA 5
|
|
|
|
|
|
| Doutor | Direito |
|
|
|
| Mestre | Biblioteconomia |
|
|
|
| Especialista | Biblioteconomia |
|
|
|
| Graduado | Biblioteconomia |
|
|
|
Para
o item Elaboração de Programas de Ensino verificou-se nas
respostas que 10 dos respondentes apontaram para a existência de
roteiro oficial aprovado pela universidade onde atuavam para a elaboração
de programas de ensino. Dois indicaram a não existência de
tal roteiro e dois não responderam a questão.
Acerca do item Critérios em Roteiro Oficial para a Adoção
de Bibliografias dos que indicaram existir tais critérios têm-se
duas indicações cada para o critério atualidade, disponibilidade
e outro fator e uma indicação cada para autoridade e idioma
em que dividem-se as preferências na seguinte ordem: 1º português,
2º espanhol e 3º inglês.
Quanto ao item Critérios Adotados na Seleção
da Bibliografia 10 docentes afirmaram que é utilizada a seguinte
ordem de preferência: 1º - atualidade; 2º autoridade; 3º
disponibilidade; 4º idioma (1º português, 2º inglês,
3º espanhol, 4º francês, 5º outros); 5º preferência
pessoal; 6º outro fator.
5 CAUSAS DOS PONTOS FRACOS E SUA ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO
Os
pontos fracos identificados na pesquisa anterior e aqui referidos podem
levar imediatamente a duas atitudes: a) a negação de sua
ocorrência e b) o estudo das causas de sua ocorrência. Em virtude
da necessidade profissional de fortalecimento da categoria, a fim de que
esta possa responder aos novos desafios apresentados pela realidade em
mutação permanente nos âmbitos tanto das instituiçòes
quanto das famílias, negar a ocorrência daqueles pontos fracos
na educação bibliotecária catarinense, no período
em perspectiva, não contribuiria positivamente para a avaliação
do que foi realizado não auxiliando, por conseguinte, os programas
de reciclagem, atualização e educação contínua.
Com isso, o mais coerente é trabalhar no sentido de responder a
segunda atitude, isto é, realizar um esforço voltado para
a identificação dos pontos fracos, analisar seus traços
característicos e interpretá-los como fenômeno da trajetória
dos Cursos ou Escolas em apreciação, instalados na UFSC e
UDESC, como espaço de institucionalização da formação
universitária para o exercício da profissão bibliotecária
em Santa Catarina.
No entanto, pontos fracos não são um absoluto em si, mas
se revelam somente quando comparados a indicadores que os refletem como
dotados de algum grau de negatividade.
Com a finalidade de construir aproximações que possam repesentar
um conjunto de indicadores de contraste, busquei na literatura de caráter
social e ou educacional correspondente ao período da pesquisa idéias
que permitissem uma síntese que pudesse me levar ao alcance da meta
proposta. A síntese até aqui elaborada contém as seguintes
idéias:
QUADRO 1
| Período | Idéias |
| Anos 70 | - A partir desses anos passa a se constituir em âmbito
mundial a sociedade informacional, com uma infra-estrutura econômica
estabelecida como matriz de uma nova configuração para a
condução do estado e a produção de bens e serviços;
- A partir desses anos o mundo do trabalho passa a se transformar em um espaço de contínua modificação das relações de emprego; - A partir do final desses anos, no Brasil, há um claro reconhecimento por docentes e pesquisadores de Biblioteconomia, de que o currículo desta área, como praticado, distancia o aluno da visão do contexto ambiental brasileiro, quadro que se agrava pela desatualização dos docentes, ausência de meios locais para a sua reciclagem, carência do domínio das técnicas de ensino, necessidades de realização de seminários pedagógicos, necessidade de mudar a forma de ensino, inclusive permitindo-se maior participação no processo de sua formação |
| Anos 80 | - A partir desses anos ocorre a expansão, em âmbito
internacional, da Biblioteconomia como profissão e campo de trabalho;
- A partir do final desses anos, há a apropriação progressiva da operação em rede tanto nas empesas como um todo, quanto nos governos e universidades. Nesse sentido, um fenômeno que vem crescendo são os consórcios de universidades e de bibliotecas universitárias; - A partir do final desses anos, debate-se em âmbito internacional, que o ensino deve ser transformado de modo a que o conhecimento não seja meramente transmitido de maneira informativa |
| Anos 90 | - Nesses anos, se estabelece uma clara distinção
entre educação e conhecimentos especializados, acreditando-se
que o segundo está aberto à rápida obsolescência
em face dos avanços tecnológicos que os meios de produção
vêm sofrendo;
- A partir desses anos, cada vez mais se aceita que é necessário uma educação multidimensional, com currículos mais integrados e flexíveis, direcionados ao ensino por projetos, com ênfase na formação pelo reforço da memória do saber porque fazer; - Nesses anos, se discute mais claramente a necessidade da superação do sistema escolar tradicional, com o abandono do currículo positivista; - Nesses anos, em âmbito mundial, passa-se a perceber o trabalho do professor como dependente de vários saberes, todos igualmente fundamentais para o seu trabalho: saberes disciplinares, saberes experienciais, saberes curriculares, saberes da tradição, saberes da ação pedagógica, etc. |
Esta
conclusão não poderia ser senão um elenco de perguntas,
e um enunciado de preocupações. Até porque,
ao longo da análise e interpretação dos dados me perguntei
várias vezes se o conhecimento das causas dos pontos fracos identificados
na atuação das escolas de Biblioteconomia sediadas em Santa
Catarina, de 1973 a 1993, poderia servir para algo além do interesse
acadêmico? A partir desta pergunta, conclui que se tornaria irrelevante
dizer que esses resultados poderiam orientar a não repetição
das mesmas falhas, principalmente porque um dos componentes da realidade
que se está tornando regra é a não reposição
de quadros docentes nos últimos anos, levando a universidade a contratar
professores substitutos sistematicamente. Também dizer que esses
resultados dão a dimensão mais palpável da fraqueza
da profissão no estado seria uma confissão da incapacidade
política da escola e de seus professores no sentido de fomentar
a transformação social a partir da postura de liderança
de projetos voltados à conquista e ampliação do espaço
profissional.
Então, o que talvez me pareça mais importante como resultado
do conhecimento destas causas foi poder constatar que a educação
bibliotecária em Santa Catarina encobriu com objetivos grandiloquentes
a sua incapacidade de ensinar bem, pesquisar e servir a comunidade com
uma extensão mobilizadora.
De outro lado, exponho uma outra pergunta, da seguinte maneira: E estas
constatações têm que sentido hoje, ano 2000, quando
virtualmente ainda se repetem nessas escolas quase todos os mesmos fatores
encontrados no período estudado?
Essas são algumas das dúvidas que o estudo proporciona. Em
si, tanto vistos sob o plano institucional da profissão quanto da
educação profissional, são fortes o bastante para
mobilizar as escolas de Biblioteconomia de Santa Catarina, seus docentes,
estudantes e egressos no sentido de construir / reconstruir um rumo.
Afinal, esses pontos fracos estão inscritos no caráter da
Biblioteconomia catarinense, de todos os seus membros, em todos os seus
produtos e serviços. Interferem fortemente na imagem pública
da Biblioteconomia no Estado. Pelo sim, pelo não, esses pontos fracos
atingem a todos os bibliotecários aqui formados, pelo menos até
o ano de 1997, pois mesmo os que se graduaram nesse ano ingressaram
no curso ainda em 1993. Contudo, este cronograma é ilusório
e as fragilidades detectadas alcançam os formados de hoje e também
os que se formarão nos primeiros anos do século XXI, na medida
em que esta escola não está isolada de seu meio ambiente
social. Ela depende dos campos de estágio onde estão os atuais
profissionais, cuja maioria não tem visão de grupo profissional
como espaço público e político, não participam
– a grande maioria – de associações profissionais,
comissões, grupos de trabalho profissionais, eventos técnico-científicos,
negligenciando, entre outras coisas, a educação continuada.
Aliás, são profissionais que, no geral, não sabem,
ou pior, não têm o que escrever sobre sua experiência.
NOTAS
1 - CASTELLS, M. em A era da informação...
faz uma argumentação importante sugerindo que a designação
mais apropriada para esta sociedade que vem se constituindo a partir do
anos 1970 é "Sociedade informacional" embora seja dominante na área
de Ciência da Informação a designação
"Sociedade da Informação". Entretanto, tendo em vista os
interesses desta pesquisa preferirei a designação "Sociedade
informacional", especialmente por estar tratando do fenômeno educacional.Voltar
2 - A legislação profissional
do Bibliotecário no Brasil é restritiva em relação
a quem pode ser docente de Biblioteconomia. Com isso, existe uma ambigüidade
sobre a pertinência dos Departamentos de ensino de Biblioteconomia
poderem contar em seus quadros com pessoal que não tenha graduação
em Biblioteconomia. Voltar
3 - No texto de CASTELLS, M. A era da informação
... esta idéia está colocada de modo bastante pertinente
em relação ao atual estado econômico e político
mundial, ao mesmo tempo em que há uma substantiva fundamentação
para o significado da atuação em redes em escala mundial
e seus impactos econômicos. Voltar
4 - Em PERRENOUD, Philippe, p. 73, “A transposição
didática é a sucessão de transformações
que fazem passar da cultura vigente em uma sociedade (conhecimentos, práticas,
valores, etc.) ao que dela se conserva nos objetivos e programas da escola
e, a seguir, ao que dela resta nos conteúdos efetivos do ensino
e do trabalho escolar e, finalmente – no melhor dos casos -, ao que se
constrói na mente de parte dos alunos.” Voltar
7 BIBLIOGRAFIA
ABADAL, Ernest; MIRALPEIX, Concepció. La enseñanza de la Biblioteconomia y la Documentación en la universidad española a finales de los noventa. BID – textos universitaris de biblioteconomia i documentació, n. 2, març 1999 [http://www.ub.es/biblio/bid/bid2.htm]
BARRETO, Aldo Albuquerque. A formação de recursos humanos para otimizar a indústria da produção de conhecimento no Brasil. Ciência da Informação, Brasília, v. 19, n. 2, p. 113-116, 1990.
BERGER, Peter; LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade; tratado de sociologia do conhecimento. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 1985. 247 p.
BARBOSA, M. L. A sociologia das profissões: em torno da legitimidade de um objeto. BIB – Boletim Informativo Bibliográfico das Ciências Sociais, Rio de Janeiro, n. 36, p. 3-30, 1993.
CALENGE, Bertrand. A quoi former les bibliothécaires, et comment? BBF, Paris, v. 40, n. 6, p. 39-48, 1995.
CASTELLS, Manuel. A era da informação: economia, sociedade e cultura. São Paulo: Paz e Terra, 1999. 3 v.
CATAPAN, Araci H.; THOMÉ, Zeina R. C. Trabalho & consumo; para além dos parâmetros curriculares. Florianópolis: Insular, 1999.
CUNHA, Regina C. O. da. Tudo o que é sólido se desmancha no ar: a concepção tradicional de currículo também? (Localizado em http://www.ufrgs.br/faced/gtcurric/rcunha.html em 03.02.00)
CURSO de Biblioteconomia [da UDESC]. Site localizado em: http://www.faed.udesc.br/bibliotecon.htm
CURSO de Biblioteconomia da UFSC. Site localizado em: http://www.ced.ufsc.br/bibliote/coord/curso.html
DIAS, Eduardo J. W., PITELLA, Monica C., PONTELLO, A. G. G. Literatura utilizada no ensino de graduação em biblioteconomia no Brasil: produtividade institucional. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 1, n.2, p. 157-176, jul./dez. 1996.
ENCONTRO DAS ESCOLAS DE BIBLIOTECONOMIA DA REGIÃO SUL, 3., Florianópolis, 1993. Recomendações. s. n. t. 1 f.
FIGUEIREDO, Nice. – ed. O ensino de Biblioteconomia no Brasil. Brasília: CAPES, 1978. 3 v.
FREIDSON, Eliot. Renascimento do profissionalismo; teoria, profecia e política. São Paulo: Ed. USP, 1998.
GAUTHIER, Clermont e outros. Por uma teoria da pedagogia; pesquisas contemporâneas sobre o saber docente. Ijuí, RS: Ed. UNIJUI, 1998.
GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. São Paulo: UNESP, 1991.
GORZ, André. Adeus ao proletariado; para além do socialismo. Rio de Janeiro: Forense-Universitária, 1987.
HARVEY, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. 4. ed. São Paulo: Loyola, 1994.
HENRIQUES, Márcio S. O pensamento complexo e a construção de um currículo linear. (Localizado em http://www.ufrgs.br/faced/gtcurric/simeone.html em 03.02.00)
IRVING, Ann. Métiers des biblithèques et des services d'information au Royaume-Uni. BBF, Paris, v. 40, n. 6, p. 88-92, 1995.
LIMA, Lauro de Oliveira. Piaget: sugestões aos educadores. Petrópolis: Vozes, 1999.
LOJKINE, Jean. A revolução informacional. São Paulo: Cortez, 1995.
MÜELLER, Suzana P. M., CAMPELLO, Bernadete S.; DIAS, E. J. W. Disseminação e pesquisa em ciência da informação e biblioteconomia no Brasil. Ciência da Informação, Brasília, v. 25, n. 3, p. 337-351, set./dez. 1996.
OHIRA, Maria L. B., MAIA, Maria H. B., SELL, Maria A. Produção científica em biblioteconomia no estado de Santa Catarina. Transinformaçào, Campinas, SP, v. 9, n. 3, p. 68-87, set./dez. 1997.
PERRENOUD, Philippe. Constuir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.
POBLACIÓN, Dinah A., NORONHA, D. P., CURRÁS, Emília. Literatura cinzenta versus literatura branca: transição dos autores das comunicaçòes dos eventos para produtores de artigos. Ciência da Informação, Brasília, v. 25, n. 2, p. 228-242, maio/ago. 1996.
POLKE, Ana Maria A. Biblioteca e educação formal; exposição preliminar para debate. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 11. João Pessoa, 1982. Anais. João Pessoa: APBPB, 1982. v. 2, p. 75-85.
RAPPORT Mondial sur l’Information – 1997/98. Paris: UNESCO, 1997. p. 117-133 - MORALES CAMPOS, Estela. L'Amérique latine et les Caraibes.
RASCHE, Francisca. Causas da baixa inserção da produção científico-técnica de profissionais da área de Biblioteconomia atuantes em Santa Catarina na literatura utilizada pelas escolas de Biblioteconomia no Estado. Florianópolis, 1999. 1 v. (Relatório de Pesquisa de Iniciação Científica – PIBIC/UFSC).
RUMPF, Horst. Los conocimientos no se pueden trasmitir a otros como informaciones. Educación, Tübingen, v. 45, p. 85-97, 1992.
SCHAFF, Adam. A sociedade informática; as consequências sociais da segunda revolução industrial. 3. ed. São Paulo: Brasiliense; UNESP, 1992.
SCHWARTZMAN, Simon. A força do novo: por uma sociologia dos conhecimentos modernos no Brasil. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 2, n. 5, p. 47-66, 1987.
SEMINÁRIO DE OTIMIZAÇÃO DO ENSINO DE BIBLIOTECONOMIA, Recife, PE, 1992. Documento-síntese das conclusões finaais ... Recife, ABEBD, 1982. 10 p.
SOUZA, Francisco das Chagas de. A educação de profissionais de informação documentária em Santa Catarina. Florianópolis: UFSC: BDC: FUNPESQUISA, 1998. 40 p. +
SOUZA, Francisco das Chagas de. Educação
superior, sociedade e formação de bibliotecários.
In: Seminário Biblioteca, educação e sociedade no
terceiro milênio. Ijuí, RS, ago 1999. Disponível em
http://www.ced.ufsc.br/bibliote/dep/nipeeb.html
_____. Curso de Biblioteconomia; 26. ano – 1973-1999.
Florianópolis: 1999. 15 f. +
____. Organização do conhecimento na sociedade. Florianópolis: UFSC-CED - Núcleo de Publicações, 1998. 107 p.
____. Biblioteconomia no Brasil: profissão e educação. Florianópolis: ACB; UFSC-BU, 1997. 141 p.
____. A educação bibliotecária brasileira: comparação com a educação bibliotecária em alguns países europeus e asiáticos e uma proposta para atender a modernidade no Brasil. Florianópolis: UFSC; BDC, 1997. 105 f. (Relatório de Pesquisa)
____. Modernização e biblioteconomia nova no Brasil. Piracicaba: 1994. 405 p. Tese (Doutorado em Educação. Universidade Metodista de Piracicaba).
____. Biblioteconomia, educação e sociedade. Florianópolis: Ed. UFSC, 1993. 102 p.
____. Ensino de biblioteconomia no Brasil: o modelo norte-americano. Informação & Sociedade, v. 3, n. 1, p. 21-26, 1993.
____. A construção escolar do bibliotecário brasileiro: ontem, hoje e amanhã. Ciência da Informação, v. 20, n. 2, p. 181-190, jul./dez. 1991.
____. O ensino de biblioteconomia no contexto brasileiro. Florianópolis: Ed. UFSC, 1990.
____. A biblioteconomia em Santa Catarina; primeira abordagem. Cadernos do CED, v. 4, n. 9/10, p. 10-28, jul./dez. 1987.
STENBERG, Catharina; HÖGLUND, Lars. Bibliothéconomie et sciences de l'information en Suède. BBF, Paris, n 2, 1998, p. 55-60.
TÁLAMO, Maria de Fátima G. M. Cursos de graduação profissionalizantes: formação e mercado de trabalho. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 26, n. 1/ 2, p. 64-71, 1993.
TESSER, Ozir. O currículo e a produção do conhecimento: vinculação entre educação, trabalho e cidadania na perspectiva das classes populares. Educação em debate, Fortaleza, v. 14, n. 2, p. 27-40, jul./dez. 1987.
TORRES SANTOMÉ, Jurjo. Currículos flexíveis. (Localizado em http://www.a-pagina-da-educacao.pt/arquivo/artigos/u728.html em 03.02.00)
VARGAS, Lilia M. Adequação dos cursos de Biblioteconomia ao mercado de trabalho. In: JORNADA SUL-RIO GRANDENSE DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 7, Porto Alegre, 1982. Anais. Porto Alegre: ARB, 1982. p. 72-81.
VEIGA, Evangelina de A. Ensino e biblioteconomia. . In: JORNADA SUL-RIO GRANDENSE DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO, 7, Porto Alegre, 1982. Anais. Porto Alegre: ARB, 1982. p. 64-71.
VISÃO e ação: a universidade do século XXI. Rio de Janeiro: EdUERJ, 1999.
WEECH, Terry L. L'évolution des métiers des bibliothèques aus Etats-Unis. BBF, Paris, v. 40, n. 6, p. 82-88, 1995.
WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Pioneira, 1999.
WURMAN, R. S. Ansiedade de informação. São
Paulo: Cultura, 1991. 377 p.
|
|