Grupo 1 – Temática Docência, Gestão e Pesquisa

 

Pauta:

-         Concepção de docência

-         Articulação com a pesquisa e a gestão

-         Propostas

 

Docência –

-         Conceito das diretrizes

-         Docência como atuação no conjunto dos espaços educativos, não se restringe à regência, rompe com o tecnicismo, com a dicotomia professor/gestor.

-         Como se dá a articulação?

-         Precisamos pensar as diferenças regionais, conhecendo as distintas realidades, pensando juntos; precisamos considerar as diversidades que orientam as distintas práticas.

-         Nosso entendimento ainda é bonito no texto, reacionário na prática

-         Não temos um acompanhamento dos egressos, para conhecer os desdobramentos de nossa formação.

-         Há uma certa incompatibilidade entre os conceitos de gestão e docência. Ora a noção de docência é tão ampla que contempla a gestão, ora aparecem dicotomizadas

-         A docência vinculada à pesquisa não é problemática, muitos já fazemos isso

-         Defendemos a gestão para todos os cursos de licenciatura, mas como trabalhar sem diluir a questão da gestão?

-         Em MG houve um programa em que, em 98, já se discutia a questão da gestão. A perspectiva era de proporcionar ao gestor a visão de docência.

-         Contextualizar a questão da escola – não vamos pegar a sociedade e colocar dentro da sala de aula. Vamos pegar a escola e situar na sociedade, entendendo o seu papel na sociedade.

-         A mudança curricular não se restringe à distribuição das disciplinas – lugar de poder -, mas implica mudanças dos sujeitos/atores desse processo. Remeteu a discussão do que se chama: inclusão; articulação docência com a gestão e a pesquisa; os muitos espaços de atuação possíveis. Isso leva a pensar nas práticas que já realizamos, no que podemos aprender dessas práticas.

-         Fazer a mudança impõe nos despojarmos de lugares tradicionalmente constituídos. Há necessidade de uma formação que precisa ser feita primeiro conosco. As linhas de pesquisa vão ter que virar redes... Os grupos vão precisar se aproximar, pensar juntos.

-         Dificuldade de traduzir uma concepção ampliada de docência em uma prática.

-         Os cursos de pedagogia nasceram de um equívoco – divisão Bacharelado – Licenciatura. Outro equívoco – separação professor – especialista.

-         A concepção de docência presente nas diretrizes avança, mas nossa prática ainda está presa em nossa formação e práticas.

-         Docência como prática educativa – organiza, desenvolve, avalia. Na prática escolar temos o ensino que acontece na sala de aula e a gestão da escola como um todo. A pesquisa refere-se a esse contexto. Deveria ser docência: ensino, gestão escolar, pesquisa. Qualquer função escolar é educativa, assim não têm mais sentido as concepções tradicionais de especialidades.

-         Articulada à concepção de docência como prática educativa, temos que pensar uma concepção de educação.

-         A docência é uma prática educativa, mas nem toda prática educativa é docência, por ex. relações familiares. Na pedagogia, há que ter algo que defina essa prática, para não perder nosso papel.

-         Pelas falas anteriores, temos 19 competências que teríamos de forjar nos sujeitos.

-         Podemos encantar os sujeitos para que se sensibilize com a educação inclusiva, indígena, etc, mas...

-         Hoje há países que incentivam a formação de pais, ou seja, reconhecem a intencionalidade e a necessidade de sistematização.

-         Lembrar que estamos falando de formação inicial.

-         Primeiro precisamos provocar a reflexão sobre as práticas educativas, para depois delimitar. No curso de Pedagogia não damos conta de tudo, mas de uma base que se refere à prática educativa formal. Em outras instâncias há práticas docentes, mas o primeiro lugar formal é a escola. A educação formal.

-         O termo inclusão sozinho dá margem a muita discussão.

-         Lembrar que é formação inicial, portanto devemos pensar no que leva o graduando a se inserir nesse lugar.

-         A gestão a que nos referimos é gestão educacional.

-         O aluno precisa ter uma compreensão de que sua formação está sendo construída em uma sociedade.

-         Como inserir a pesquisa para além das disciplinas específicas? Como fazer com que ela atravesse a formação? Como garantir uma interlocução entre o trabalho na universidade e a escola pública? A forma de devolução ao lócus da pesquisa é meramente formal, não dialógica.

-         Precisamos pensar a gestão para além dos dirigentes governamentais, pensar nos atores na escola.a

-         Podemos ser generalistas, mais quais os eixos?

-         A idéia de aprofundamento pode levar a fragmentação novamente.

-         A pesquisa permearia as práticas educativas voltadas para o ensino e a gestão, sem a idéia de que um vem primeiro e outro depois.

-         A educação escolar deve ser a base, mas não precisa ficar restrita a ela.

-         Nas diretrizes, há um certo apelo à interdisciplinaridade. Por exemplo, o ensino das diferentes linguagens.

-         Algumas propostas chocam com uma estrutura universitária disciplinada.

-         O que forma é um conjunto de ações que forma o pedagogo.

-         Pode-se articular as disciplinas em eixos – desenvolvimento humano, educação e sociedade, educação e comunicação, educação e saberes escolares, práticas pedagógicas.

-         Não nascemos professores – a formação inicial é um ponto de partida. Mas o que está previsto nas diretrizes é muito impositivo, definitivo. As diretrizes também são referência para avaliar o que estamos fazendo (como estamos formando).

-         Vai ser um profissional polivalente que não vai dar conta de nada. A docência se amplia aos múltiplos lugares, não apenas a escola. Por que querer incluir os outros espaços? O curso de pedagogia não auxilia a dar aula. Faz-se muita reflexão mas não se discute o básico.

-         O que seria o coordenador pedagógico? Gestão parte de um modelo de empresa.

-         Há experiências que mostram que não é necessariamente mal sucedida a formação ampla; é um vício de formação acharmos que e nas especialidades que garantimos a boa formação.

-         Mais ênfase à formação universidade-escola

-         É formação inicial, mas de excelência.

-         Pesquisa é eixo ou metodologia?

-         EJA está dento do ensino fundamental.

-         As diretrizes não tocam na educação especial.

-         Precisamos sair da idéia de que alguém cuida da educação especial, e outros dos pretensamente normais.

-         Quando vou pensar a criança, preciso pensar que ela tem cor, classe, dificuldades, cultura próprios. Portanto precisamos pensar a docência para todos, com suas peculiaridades.

-         A questão está em uma outra concepção, no sentido de que a escola não mais separa os especiais ou não. É uma outra perspectiva, outros lugares.

Para que formamos?

-         educação infantil, séries iniciais,

-         ensino médio – normal

-         outros espaços educativos

-         a partir de experiências focais, podemos inserir outros espaços

-         já formamos, nas disciplinas, para o ensino em cursos médios, mas como fica o estágio?

 

Pontos de acordo:

-         formação sólida – articulação conhecimento científico e cultura

-         pesquisa como componente curricular que perpassa toda a formação

-         articulação/interlocução  universidade-escola pública

-         docência entendida como práticas de docência  e gestão educacional que ensejem aos licenciados a observação e acompanhamento, a participação no planejamento, na execução e na avaliação de aprendizagens, do ensino ou de projetos pedagógicos, tanto em escolas como em outros ambientes educativos.

-         interdisciplinaridade e transdisciplinaridade

 

 

29/09

 

- o núcleo básico nos é mais conhecido

-         pensando nas privadas, que não têm pesquisa, como ficam os núcleos de aprofundamento e integradores?

-         O primeiro e o segundo estão misturados, a pesquisa aparece diluída no primeiro, e voltam as teorias no segundo

-         Não significam gavetas, o importante superar a disciplinarizaçao de tudo, de currículo mínimo

-         Existe uma abordagem metodológica que perpassa esses núcleos

-         Não há um lugar para a investigação, ela perpassa todo o currículo. Ela impõe outra concepção de currículo

-         No currículo X croiou-se um projeto integrado de prática educativa, que inclui pesquisa e prática – é ao mesmo tempo um núcleo de aprofundamento e integrador

-         O núcleo I vai se constituir no arcabouço do currículo

-         Art 6 – essa divisão está elaborada didaticamente, mas não que deva ser dissociada. Sugestão: quanto ao uso de textos. Os alunos lêem muito só textos, é importante que leiam livros. Senão a formação fica muito superficial

-         Núcleo I – fundamentação teórica e prática robusta

-         II – opcionais, de acordo com as distintas realiddade

-         Núcleos II e III, mais que conteúdos trazem o modo pelo qual se organiza o currículo

-         É no I que vamos construir as identidades – o que vamos colocar como básico? Qual o conjunto de conhecimentos que constitui o que se chama básico?

-         A maior dificuldade é, a partir do conceito de docência, quais conhecimentos vamos mobilizar para isso?

-         A teoria no núcleo II é instrumentalizada, para que se produza propostas

-         A preocupação é não transformar a formação do pedagogo em uma formação instrumentalizada

-         Pensando no currículo, quais são os conteúdos? Parece que ainda vemos o currículo disciplinado.

-         Quando coloca os 3 núcleos, parece romper com essa visão disciplinar

-         Como ficará a estrutura do curso de pedagogia?

-         Falta nos cursos história da pedagogia – a questão da identidade do curso

-         O suporte da psicologia e da sociologia na compreensão dos sujeitos; as relações sociais/interpessoais

-         Item g) traz um pouco esses conteúdos

-         No currículo da Fed de Uberlândia, há Princípios e organização do trabalho do pedagogo I, II, III – história da pedagogia e formação do pedagogo; atuação do pedagogo, gestão escolar

-         Nas colocações feitas, aparecem 4 pontos: história da pedagogia, relações interpessoais, infância, jovens e adultos e gestao, na perspectiva do trabalho coletivo, didática e metodologias de ensino

-         Conteúdos específicos – metodologias de: como pensar isso?

-         Na UES: ênfase na ed. Infantil e séries iniciais. Séries iniciais mais voltadas aos conteúdos,  na educação infantil mais interdisciplinar. Na realidade específica, há tentativa de colocar conteúdos na ed. Infantil

-         Saúde e educação infantil é uma questão esquecida

-         Vai ficar diluído, a matemática, a linguagem, para todos esses anos?

-         Em uma instituição que propôs um currículo inovador, mesmo assim precisamos pensar que o Brasil tem um problema de alfabetização sério. O currículo tem poucas horas para alfabetização. Como vão sair professores alfabetizadores? Não conseguem alfabetizar. A maioria dos cursos não forma professores alfabetizadores. Tem que formar alfabetizador.

-         O aluno sai da sala de aula e não mudou sua prática

-         Temos que pensar a educação em um continuum – 0 a 10

-         Pensar em um currículo que entenda os conteúdos de forma menos estanque, dividido

-         Podemos romper com a tradição, criar, inovar. O profissional pedagogo vai atuar na escola de 0 a 10. quais conteúdos serão básicos para atuar na escola? A partir dessa caracterização, conseguimos dar um salto  nessa estrutura. Pode-se iniciar com uma abordagem interdisciplinar do currículo. Se é possível na educação infantil, porque não nas outras séries?

-         Precisamos ver como configurar no currículo uma formação multidisciplinar – avançando de nossa própria formação

-         UNIRIO – processo de reformulação: aproximações e distanciamentos:

Ponto de partida – pesquisas: ed. Infantil, jovens e adultos, educação à distancia

Qual o perfil do pedagogo a partir desses eixos?

sólida formação teórico – prática em ed. Infantil:

psicologia da educação , desenvolvimento e aprendizagem, ed. Infantil.

Depois disso entra na alfabetização, matemática – formação de professores (a falta de conteúdos mais específicos é suprida nas eletivas), estudos sociais, ciências

Aprofundamento: eletivas

Integradores: IC, pesquisa

- mesmo tendo psicologia, não conseguem entender o que a criança é capaz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Grupo 1 – 29/09

 

 

Síntese:

 

-         Entendimento de que o núcleo básico compreende os conteúdos que configuram o currículo.

-         O núcleo de aprofundamento permite a diversidade, o atendimento às nossas peculiaridades e às características regionais / culturais.

-         O núcleo integrador envolve a pesquisa e outras práticas (Ex. extensão).

 

Quais são esses conteúdos básicos?

Alguns conteúdos levantados: história da pedagogia, relações interpessoais, infância, juventude e adultos, gestão e organização da escola, didática como teoria pedagógica, conhecimentos básicos das áreas especificas e processos interdisciplinares

 

Relação disciplinas / interdisciplinaridade – conhecimento específico das áreas, mas em uma perspectiva interdisciplinar