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"O QUE É SER CRIANÇA E VIVER A INFÂNCIA NA ESCOLA: UMA ANÁLISE DA TRANSIÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL PARA O ENSINO FUNDAMENTAL NUMA ESCOLA MUNICIPAL DE CURITIBA"

AUTORIA: ARLEANDRA CRISTINA TALIN DO AMARAL

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Educação (2008). Orientador Profº. Drº. Paulo Vinícius Baptista da Silva.


 

O presente trabalho buscou compreender o que é ser criança e viver a infância na escola. Os sujeitos da pesquisa foram crianças de idade entre cinco e seis anos, que freqüentavam uma turma do primeiro ano do ensino fundamental de nove anos, em uma escola de educação integral no município de Curitiba. O marco referencial está articulado com uma concepção que identifica a criança como um sujeito social, atuante, capaz de posicionar-se frente às experiências vivenciadas em seu cotidiano. Como metodologia, optou-se por desenvolver uma pesquisa qualitativa de cunho etnográfico, que teve a observação, registrada em "diário de bordo", como  principal instrumento de coleta de dados na pesquisa de campo. O texto destaca a ampliação do ensino fundamental, retratando as peculiaridades desse processo no Estado do Paraná, onde o ensino fundamental de nove anos, contrariando a legislação nacional, foi implementado para muitas crianças de cinco anos e a transição da educação infantil para o primeiro ano do ensino fundamental de nove anos aconteceu, de forma atípica, no decorrer do ano letivo de 2007. Assim, o foco principal foi analisar as estratégias que as crianças constroem, entre elas e com os adultos, para apropriação dos processos educativos na transição da educação infantil para o primeiro ano do ensino fundamental de nove anos. Para tanto abordam-se as mudanças ocorridas na organização do trabalho pedagógico no interior da escola, buscando identificar as perspectivas das crianças sobre o que é ser criança e viver a infância na escola. Como resultados da pesquisa destaca-se que os posicionamentos das crianças, quanto à transição da educação infantil para o ensino fundamental, indicaram que o primeiro ano do ensino fundamental de nove anos tem exigências em demasia e que, na educação infantil, o tempo é melhor distribuído. As análises das estratégias utilizadas pelas crianças para apropriarem-se dos processos educativos na transição da educação infantil para o ensino fundamental, possibilitaram perceber que elas criam estratégias individuais e coletivas para, ora atender, ora subverter as regras, utilizando transgressões criativas que lhes possibilitam encontrar brechas para exteriorizar sua ludicidade, criando espaços para brincar dentro e fora de sala de aula. Os diálogos e interações das crianças, com seus pares e com os adultos apontaram que elas possuem um entendimento abrangente do mundo, uma vez que discutem temáticas complexas como gênero, classe, raça-etnia, apresentando um repertório para o debate muito maior do que o explorado pela escola. Como considerações finais, reitera-se o entendimento da criança como um sujeito social e histórico, que produz cultura e é nela produzido, sendo, portanto, um interlocutor legítimo das pesquisas educacionais voltadas à compreensão da infância. Ressalta-se, ainda, a importância do diálogo com as crianças, como uma possibilidade de contribuir para uma mudança de paradigma que culmine na construção de propostas pedagógicas mais coerentes com as especificidades das muitas infâncias e, na questão específica da mudança para o ensino fundamental de nove anos, as crianças consideraram a antecipação que vivenciaram como repleta de impropriedades.

 

 

Palavras-chave: Infâncias. Crianças. Culturas Infantis. Ensino Fundamental de nove anos. Educação Infantil.

 

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