Publicações Markus J. Weininger


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Seite aktualisiert am: / Página atualizada em: 15/02/98

Der Feindbegriff in der politischen Theorie Carl Schmitts

 Diese Arbeit zur Erlangung des Grades des M.A. in Politikwissenschaften am Geschwister-Scholl-Institut der Ludwigs-Maximilians-Universität München beschäftigt sich mit dem staatstheorethischen und philosophischen Hintergrund des Werks von Carl Schmitt, dem Staatsrechtler, der die Machtergreifung der Nationalsozialisten theoretisch zu rechtfertigen versuchte, indem er die demokratische Legitimation der Weimarer Republik in Frage stellte. Die Arbeit zeigt, daß Schmitts Versuch eines rechtsgerichteten Politischen Existenzialismus auf der theoretischen Seite fragmentarisch, widersprüchlich und zirkulär bleibt und so letztlich ins Leere läuft.

 Esta dissertação para obter o grau de Mestre em Ciências Políticas pelo Geschwister-Scholl-Institut da Ludwigs-Maximilians-Universität München (Alemanha) analisa o fundo teórico e filosófico da obra de Carl Schmitt, o jurista alemão que tentou justificar a usurpação do poder pelos nacionalsocialistas no campo teórico, questionando a legitimidade democrática da República de Weimar. O trabalho mostra que a tentativa teórica de Schmitt de criar um existencialismo político da direita permanece fragmentária, incoerente e circular e, em última análise, não produziu resultados duradouros.


Deutsch Interaktiv, Multimediales Lernprogramm für Deutsch am Computer - CD-ROM

CD  Die multi-media CD-ROM Deutsch Interaktiv ist 1993 bei dem Verlag für didaktische Software KWZ in Saarbrücken erschienen. Es handelt sich um Material in Text, Ton und Bild, das vor allem zur Begleitung eines Kurses im Bereich des Selbstlernens, zuhause oder in einer Mediothek, Open Learning Center o. ä. gedacht ist. (Ko-Autor: Joachim Frenzel-Paal)

 O CD-ROM multimídia Deutsch Interaktiv foi publicado em 1993 pela editora de software didático KWZ de Saarbrücken, Alemanha. Trata-se de material em forma de textos, imagens e som, principalmente para acompanhar um curso de alemão com elementos de estudo autônomo, seja em casa ou numa medioteca, self-access-center etc. (co-autor: Joachim Frenzel-Paal)


O estudo acadêmico de uma língua estrangeira: formação do aluno além da aquisição do idioma?

Dieser Artikel erschien in Heft 18 von PROJEKT, der Zeitschrift des Brasilianischen Deutschlehrervebandes ABRAPA, Oktober 1995, S. 13-17. (Ko-Autor: Marcelo da Veiga Greuel, UFSC).
Gegenstand ist der Einsatz von literarischen Texten im Landeskundeunterricht für Anfänger (in Übersetzung), um dadurch eine Erweiterung nicht nur der Kenntnisse über das Zielland, sondern vielmehr ein Stück "interkulturelle Kompetenz" zu erreichen.

Este artigo foi publicado na edição 18 da revista PROJEKT editada pela ABRAPA (Associação Brasileira das Associações de Professores de Alemão), em outubro 1995, p. 13-17. (co-autor: Marcelo da Veiga Greuel, UFSC)

O estudo acadêmico de uma língua estrangeira: formação do aluno além da aquisição do idioma?


(Marcelo da Veiga Greuel / Markus J. Weininger)


"Schulischer und kommerzieller Fremdsprachenunterricht kranken daran, daß sie vor allem funktionale Ziele im Auge haben. Fremdsprachen müssen in kürzester Zeit entweder für gute Noten oder für einen vorteilhaften Geschäftsabschluß perfekt beherrscht werden. Lösungen werden deshalb auch immer wieder in methodisch-technokratischen Verbesserungen gesucht. Der Mensch, der Lerner als Individuum, geht oft verloren. (Martin Müller 10)"

"O ensino escolar e comercial de línguas estrangeiras sofrem pelo fato de perseguirem, muitas vezes, apenas metas funcionais. Línguas estrangeiras devem ser dominadas perfeitamente o mais rápido possível, seja para obter-se notas boas ou em função de negócios vantajosos. Procuram-se, por isso, as soluções sempre de novo somente no âmbito de melhoramentos metodico-tecnocráticos. O ser humano, o aluno enquanto indivíduo fatalmente é esquecido." (Martin Müller. [trad. Marcelo d.V. Greuel])

Os motivos para aprender uma língua estrangeira podem ser vários. Em certos casos só se trata de adquirir um mínimo de conhecimento para garantir um mínimo de comunicação durante uma viagem turística. Em outro caso alguém precisa de um idioma dentro de uma atividade profissional, seja para ampliar o perímetro de suas informações, seja para divulgar os resultados dos seus trabalhos além do âmbito nacional, ou bem porque os negócios impõem a necessidade de se comunicar com estrangeiros. Uma situação peculiar se delineia quando o próprio idioma se torna o intuito do estudo, como acontece dentro de uma formação universitária voltada a uma língua estrangeira. Aí a questão se torna bem mais ampla dado que está inserida num contexto maior que não se reduz a aquisição da língua como tal. Trata-se aqui da formação dentro de uma determinada área acadêmica.- É claro que também a formação acadêmica leva a algum tipo de aplicação. Tradicionalmente, no caso do curso de letras estrangeiras, essa aplicação é a do professor. A situação insuportável e trágica do magistério no Brasil levou, porém, a se pensar cada vez mais em outras formas de aplicação profissional para a área de letras em geral e as línguas estrangeiras em particular. Aí surgiram como perfis profissionais o tradutor, o secretário bilíngüe ou também o guia turístico.

Para o aluno de uma língua estrangeira no contexto de um curso universitário a tarefa mais urgente é, sem dúvida alguma, conseguir o domínio da língua que, de regra, lhe é desconhecida e dentro da qual pretende se expressar futuramente. Por outro lado ele está almejando uma formação acadêmica que, segundo a idéia original, não consiste apenas em assimilar informações simples ou saber conversar sobre assuntos cotidianos, mas sim em desenvolver a capacidade intelectual de forma científica e, sobretudo, cultivar habilidades específicas acima das exigências comuns. Ou dito de outra forma: a formação acadêmica introduz a uma ocupação científica e ampla que simultaneamente é (auto) formação da pessoa. Para isto, o estudante deve ser confrontado com toda a abrangência e complexidade do assunto ao qual está se dedicando para, aos poucos, poder escolher especialidades.

Uma língua estrangeira está sempre inserida dentro de um contexto histórico cultural do qual ela é, em certo sentido, o resultado. No caso do alemão atual trata-se, pe., de um produto lingüístico tardio, forjado a partir das mais diversas influências e exigências culturais. Quem escolhe uma língua como objetivo de sua formação acadêmica escolhe também uma tradição cultural, um ideário histórico com o qual deve se confrontar e através do qual pode crescer e desenvolver o seu horizonte. Obviamente isto parece ser tarefa muito árdua e impraticável para quem não tem o domínio da língua. Não obstante acreditamos que tal exercício se faz necessário desde o início do curso tendo em vista o desenvolvimento intelectual e crítico do estudante.

Uma saída para contornar o problema lingüístico inicial é recorrer a traduções de textos e conteúdos mais exigentes da língua alvo para fomentar o confronto amplo com a cultura estrangeira. O estudante obtém, assim, a oportunidade de se confrontar intelectualmente com as produções culturais da língua que estuda sem esbarrar nos limites lingüísticos. O aluno pode desta maneira, ao invés de falar só sobre questões do dia a dia, exercitar o sua capacidade de pensar; pode aprender a entender e discutir com mais profundidade idéias e conteúdos de expressão artística que, dentro do contexto cultural que está estudando, representam marcos de excelência. Este tipo de estudo pode, enfim, desenvolver algo que poderíamos chamar de competência cultural.- É claro que estamos falando de um artifício que faz sentido somente nas primeiras fases do curso. Na medida em que a competência lingüistica na língua estrangeira aumenta deve-se transgredir para o uso exclusivo das línguas estrangeiras.

Uma dúvida que pode surgir neste contexto refere-se à utilidade prática de tal ocupação dentro de um curso que se destina p.e. à formação técnica de um tradutor ou de um secretário. Esta dúvida se apoia sobretudo na urgência da aquisição da língua estrangeira escolhida. Também se questiona o interesse do aluno em se dedicar a temas por vezes exóticos ao invés de se concentrar na elaboração de cartas comerciais, tradução de documentos jurídicos e de bulas de medicamentos etc.- As mencionadas habilidades técnicas devem de fato ser dominadas pelo estudante ao longo do curso e se precisa de muito rigor para se alcançar um nível de perfeição razoável da língua estrangeira. Por outro lado tal dúvida parte do pressuposto que o exercício do pensamento próprio e o confronto com a genialidade artística em nada contribui para a formação do profissional em áreas práticas. A este respeito cabe ressaltar que as discussões mais recente desta questão apontam irresistivelmente para a necessidade da versatilidade geral dentro da vida moderna. A competência cultural, a habilidade de se orientar em diferentes contextos e, enfim, a reflexão sobre os temas existenciais são justamente qualidades que podem ser cultivadas através dos estudos literários, obviamente quando não se confunde este com uma leitura dominical e distraída. Dilthey ressaltou em seus trabalhos no início do século que a genuína tarefa das ciências humanas é a "compreensão" em contraposição à "explicação" nas ciências da natureza. Ora, esta postura hermenêutica é essencial para quem não quer perder a orientação dentro de um mundo que se torna cada vez mais rápido e complexo. A especialização e o domínio de faculdades práticas são de suma importância, porém, elas não são suficientes para a vida moderna. O adestramento técnico sem capacidade de pensamento próprio e criativo fracassa diante das exigências da atualidade. Por esta razão se faz necessário construir um contexto amplo e desenvolver versatilidade artística para ajudar o estudante a encontrar o seu lugar numa sociedade que não garante mais de antemão uma colocação profissional para ninguém.

As aulas sobre cultura alemã prevêem a elaboração de conteúdos relacionados com a tradição cultural dos povos de língua alemã bem como a introdução a aspectos característicos da atualidade. O uso de textos literários oferece um meio muito propício para se conseguir uma identificação do aluno com o conteúdo e de quebrar, assim, a passividade diante das questões a serem tratadas. O uso de material informativo sobre a vida quotidiana em língua alemã garante, por outro lado, o exercício da terminologia específica para se orientar na realidade atual alemã além de fornecer as respectivas informações.

Para examinar a viabilidade da proposta supramencionada fizemos (Prof. Marcelo da Veiga Greuel e Prof. Markus Weininger) uma experiência dentro do curso noturno de alemão da UFSC no semestre 1994/2. A experiência consistiu em dividir a disciplina de Cultura Alemã II, que tem 4 aulas semanais, em 2 aulas voltadas a assuntos literários e duas aulas voltadas a assuntos da realidade politico-social da atualidade. A seguir apresentaremos uma descrição detalhada e os resultados da referida experiência.

Os estudantes da disciplina Cultura Alemã II estão no terceiro semestre do curso de Secretário Bilingüe, ou seja, ainda no começo do processo de aquisição do idioma alemão, equivalente à segunda parte de THEMEN 2. Em contrapartida, eles já dispõem de conhecimentos básicos elaborados sobre a história e cultura alemã, frutos da Introdução à Cultura Alemã (1º semestre) e da disciplina Cultura Alemã I (2º semestre). Os objetivos da disciplina Cultura Alemã II são, portanto, aprofundar, arredondar e ilustrar com exemplos a base já adquirida pois, a partir do 4º semestre, já não terão aula de cultura, tendo em vista que o curso começa a se dedicar mais a assuntos administrativos, técnicos e econômicos.

As obras literárias analisadas pelos alunos foram "Os Sofrimentos de Werther" e "Afinidades Eletivas" de J. W. v. Goethe. O material utilizado para ilustrar e discutir aspectos da vida alemã de hoje incluiu exclusivamente textos curtos, gráficos e estatísticas na língua alvo, extraídos de jornais, revistas e de duas publicações informativas do governo federal da Alemanha. Para cobrir a época pós-guerra na Alemanha, foi lido o texto „Damals" de H.M. Enzensberger. Paralelo a isso, assistimos em vídeo partes do noticiário da Deutsche Welle TV e o filme „Mephisto" de Isztvan Szábo, que retrata o papel da arte no período da ascensão do nacional-socialismo, baseado no romance de Klaus Mann, onde, para fechar o círculo, o drama „Faust" de Goethe é a peça chave.

„Os Sofrimentos de Werther" e „ Afinidades Eletivas" marcam dois pilares na produção do autor, tratando do assunto eterno do relacionamento entre homem e mulher, tanto do ponto de vista do jovem rebelde em „Werther" quanto do maduro escritor e cientista universal em „Afinidades". Porém, apesar de retratar temas universais como amor e matrimônio, a experiência de leitura e análise mostrou que a maneira de ver e descrever de Goethe pertence tão intimamente ao universo intelectual e emocional da cultura alvo que, mesmo com o texto traduzido para o português, os alunos, muitas vezes, tiveram dificuldades de entender e interpretar certas cenas ou contribuições de personagens. Ao contrário de que se espera, a experiência pessoal da distância cultural entre o Brasil e a Alemanha ficou ainda mais nítida na leitura da tradução. Isto, por um lado, pelo simples fato de persistir à tradução, por outro lado, porque foi possível ler dois textos na íntegra, intensificando, assim, a exposição ao ideário goetheano e, terceiramente, porque nenhuma dificuldade lingüística desviou a atenção do conteúdo das obras. Em vez do trabalho extenuante, e muitas vezes frustrante para iniciantes, de decodificar um texto literário em excertos na língua alvo, a concentração dos estudantes dirigiu-se inteiramente a detalhes de personagens, progressão da trama, fundo cultural e histórico etc. A análise detalhada dos textos literários serviu, ao mesmo tempo, como ilustração para os conhecimentos gerais, adquiridos nos semestres anteriores, e como fonte de maior aprofundamento e familiarização com o tema.

O trabalho com os textos literários, além de servir aos objetivos específicos, dirigidos à maior compreensão da cultura alvo, inevitavelmente, levou os estudantes a entrar num processo de comparação, discussão e questionamento criativo a respeito da própria identidade cultural, muito mais profundo do que no trabalho com os materiais informativos sobre a Alemanha. Vale ressaltar algumas diferenças fundamentais entre textos literários e pragmáticos:

1 O texto literário é independente e autônomo na sua forma e estrutura, ele cria seu próprio microcosmo fechado. Concebido pelo seu autor, na plena liberdade artística, ele institui uma realidade à parte, num plano superior. O texto pragmático representa um recorte ínfimo de uma realidade concreta. Ele depende de um volume às vezes enorme de conhecimentos anteriores para ser decodificado. Em geral, está no topo de uma pirâmide de textos semelhantes e representa, temporariamente, o ponto culminante de uma enciclopédia parcial do conhecimento da área retratada.

(OBS.: Evidentemente, o texto literário nasce de um contexto cultural, histórico e sócio-econômico que influencia amplamente seu conteúdo, fazendo com que o conhecimento anterior desta cultura ajude muito a entendê-lo em toda a sua riqueza. No mais, há referências a outros textos literários, um verdadeiro diálogo entre textos, através de tempo e espaço, assim que o conhecimento destes outros textos é imprescindível para capturar todas as alusões. Porém, ao contrário do texto pragmático, é perfeitamente viável ler e entender o texto literário sem nenhum conhecimento anterior, fazendo uma interpretação subjetiva menos desenvolvida. A própria leitura de textos literários de uma cultura distante dará, na continuação, acesso à compreensão desta cultura.)

2 No plano de conteúdo e interpretação, o quadro se inverte: O texto pragmático pretende ser fechado, isto é, dar todas as informações relevantes de maneira concisa sobre a seção de realidade tematizada. O texto literário, no entanto, se mostra totalmente aberto, ele carece de interpretação, por si ele não tem significado, mas sim cria seu significado na interpretação subjetiva de cada leitor.

3 Assim, o texto informativo é decodificado numa linha reversiva de referências a contexto e conhecimento enciclopédico. Para entendê-lo é necessário descer na pirâmide e (re-) ativar informações anteriores. Ao contrário disso, o texto literário é ponto de partida para (re-) criar o mundo evocado pelo autor, em forma de uma árvore que cresce e se abre em todas as suas ramificações.

4 No texto informativo predomina o teor denotativo das palavras, enquanto o texto literário trabalha mais com seu valor conotativo.

5 Por último, o texto pragmático segue uma progressão racional e lógica, estabelecida por convenções da comunidade da área em questão. O texto literário utiliza o apelo emocional na medida que vive da identificação (parcial) do leitor com uma das perspectivas oferecidas nele.

As conseqüências disto para a aula de cultura alemã são imediatas: A necessidade de recriar o texto literário exige uma atividade intelectual superior de cada aluno. Ao invés de „consumir" informações oferecidas numa aula expositiva, cada integrante do grupo se envolve pessoalmente com o assunto. Além de aumentar seus conhecimentos passivos sobre o assunto, o estudante começa a sentir as diferenças culturais através da identificação ativa provocada pelo texto literário. Ele dá um passo importante em direção à sua futura capacitação profissional de transitar conscientemente nos dois hemisférios de pensamento, da cultura de origem e da cultura alvo. Importante é frisar que o primeiro só se torna possível através da experiência do segundo, na medida que o indivíduo só tem condições de tomar conhecimento explícito das peculiaridades de sua própria identidade cultural quando adquire acesso (parcial) a uma outra realidade cultural que providencia a perspectiva de fora, base para toda reflexão crítica.

Os trabalhos escritos dos alunos, com cerca de 10 páginas, ilustraram o sucesso desta abordagem. Tanto os temas mais convencionais (traçar o perfil psicológico de personagens, analisar a progressão da trama ou o tratamento de assuntos chaves como natureza, família, papel da mulher etc. pelo autor), quanto os mais ousados (fazer uma entrevista fictícia com uma figura central, transpor a história para a realidade atual do Brasil, escrever textos complementares no estilo e com a ótica de Goethe etc.), mostraram grande empatia e um profundo entrosamento com a matéria, jamais imagináveis apenas com aulas tradicionais de exposição de fatos sobre a cultura alvo. Apesar de resistências iniciais ao trabalho com literatura e à leitura de maiores volumes de texto, no final da experiência, em um questionário anônimo, os alunos avaliaram o trabalho com os textos literários como tão satisfatório e eficiente para a compreensão da cultura alemã quanto com os materiais autênticos sobre a Alemanha de hoje.


Internet ajuda professores e estudantes de línguas estrangeiras

 Dieser kurze Artikel über die Einsatzmöglichkeiten des Internet für Fremdsprachenlehrer und -lerner erschien am 12. April 1996 in der regionalen Wirtschaftszeitung "Indústria&Comércio", unter der Rubrik "Sprachen&Märkte". Die links in den Kästen unten stehen natürlich auch den deutschen Lesern zur Verfügung. Von diesem Artikel besteht auch eine fundiertere wissenschaftliche Fassung.

 Este artigo resumido sobre o uso da Internet para estudantes e professores foi publicado no dia 12 de abril 1996 no jornal "Indústria&Comércio", caderno "Idiomas&Mercado". Deste artigo existe também uma versão extensa com referências científicas.

Internet ajuda professores e estudantes de línguas estrangeiras

Nos anos 90, os processos de globalização econômica e cultural continuam em ritmo acelerado e os seus resultados estão ficando cada vez mais palpáveis. Um deles é a necessidade de competências específicas em línguas e culturas estrangeiras para segmentos profissionais mais variados, muito além das áreas tradicionalmente ligadas ao comércio internacional. Em quase todos os setores da sociedade e economia cresce a pressão de acompanhar as atuais tendências globais da área, para ano perder terreno no âmbito competitivo da economia mundial, onde a obrigação de aumentar a produtividade elimina milhares de postos de trabalho menos qualificados a cada dia. Portanto, durante as últimas três décadas, conhecimentos em línguas estrangeiras tornaram-se imprescindíveis, para os indivíduos tanto quanto para as empresas.

Para melhorar o desempenho em línguas estrangeiras, estudantes e professores dispõem agora de uma ferramenta que é ao mesmo tempo sintoma e produto da globalização: a Internet. Segundo cientistas dos EUA, o ser humano consegue reter 10% do que ele vê, 20% do que ele ouve, 50% do que ele ouve e vê (a vantagem multi-mídia), e 80% do que ele simultaneamente ouve, vê e faz (o salto interativo). Neste sentido, navegar nas páginas da Internet em línguas estrangeiras traz um proveito múltiplo: O seu uso pelos alunos não se limita a uma fonte (valiosíssima) de material autêntico em virtualmente todas as áreas de conhecimento e atividade humana na língua e cultura alvos. Navegando nas páginas deste país, o estudante experimenta a satisfação de dominar uma interação real no idioma alvo, tão importante para estimular a sua motivação no processo de aprendizagem. O estudante esquece que está aperfeiçoando a língua. Ele aproveita as informações que todos os setores da sociedade colocam na rede. Para isso, ele utiliza e aprofunda conhecimentos adquiridos na aula e desenvolve novas estratégias eficientes para desvendar o conteúdo das páginas em suas áreas de interesse prediletas.

Como localizar material na Internet?

Todos os setores da sociedade (economia, política, instituições públicas e privadas) colocam à disposição das rede suas contribuições que consideram relevantes, interessantes ou necessárias. O fato da concorrência esmagadora de ofertas informativas na rede faz com que as entidades sejam obrigadas a colocar atrativos gratuitos no ar para conseguir a atenção do público e justificar o investimento do servoço ou viabilizar patrocínios comerciais etc. Desta forma, é possível encontrar informação de virtualmente todas as áreas de conhecimento e atividade humanas através de uma busca direcionada com a ajuda das chamadas search engines (máquinas de busca), que localizam em poucos instantes todas as ofertas relacionadas a um determinado assunto. Trata-se, em geral, de um serviço gratuito. As buscas são baseadas em índices extraídos de todas as páginas que transitam na rede.
Algumas destas máquinas famosas são:
http://www.yahoo.com/
http://altavista.digital.com/
http://lycos.cs.cmu.edu/
http://www.itools.com/find-it/find-it.html
Mesmo o serviço em si sendo em inglês, o alvo da busca pode ser qualquer seqüência alfanumérica. Com um pouco de experiência na busca de bancos de dados grandes, os resultados são surpreendentemente satisfatórios, apesar da tarefa quase tão impossível quanto encontrar uma moeda perdida no fundo dos oceanos de cinco continentes. Quando o alvo não é encontrado, será necessário procurar por sinônimos, hiperônimos ou termos relacionados. Na maioria das vezes, porém, acontece o contrário: aparecem dezenas de milhares de ocorrências do item procurado, que nem sempre se revelam úteis. Importante neste caso é limitar e especificar a busca o máximo possível mediante operadores bouleianos (e, ou, não, perto de etc.), para obter um número razoável de indicações e maior probabilidade de acertos.

Como normalmente cada página na rede está conectada diretamente a outras páginas relacionadas por meio de links, cada busca leva a um número grande de resultados pelo sistema cumulativo conhecido como "bola de neve".

Com ajuda da Internet, estudantes também podem entrar em contato direto com pessoas da cultura alvo (através de e-mail ou do internet-phone que efetua conversas intercontinentais ao custo de uma chamada local), assim exercitando as competências produtivas (falar e escrever). Uma outra vantagem da Internet como fonte de informação é que todo o material encontrado, isto é, textos, tabelas, estatísticas, imagens, sons, vídeos etc., podem ser copiados, estocados, editados e reutilizados em trabalhos e projetos de qualquer natureza.

Além de complemetar o estudo do aluno de idiomas, a Internet serve também para a atualização e capacitação do professor que agora tem acesso facilitado a material atualizado na língua estrangeira, mesmo quando ele vive longe dos grandes centros. O contato e a troca de experiências com colegas geográficamente distantes contribui para o seu trabalho. Finalmente, ele pode participar de cursos especializados oferecidos na rede, sem a necessidade de gastar tempo e recursos financeiros para viajem, estadia etc.

Serviços específicos para professores de línguas

http://www.agoralang.com:2410/index.html

Ágora (o nome grego para o mercado público) é um local destinado a alunos e professores que reúne informações úteis de vários tipos, como escolas, universidades, editoras, bibliotecas, eventos etc. Ele até dá acesso a ambientes virtuais para a comunicação de alunos de uma determinada língua alvo do mundo inteiro em tempo real.

http://www.tcom.ohiou.edu/OU_Language/teachers-general.html

Informações e links úteis para professores de línguas.

http://www.siu.edu/departments/cola/dfll/flresources.html

Reúne principalmente informações e links para dar acesso a e discutir material didático.

http://www.sussex.ac.uk/langc/CALL.html

Links para software e grupos de discussão da área de CALL (computer assisted language learning - ensino de línguas com o uso de computadores).

http://rpinfo.its.rpi.edu/Internet/Guides/decemj/icmc/applications-education.html

Serviço ideal para quem se interessa em software didático de maneira geral.

http://www.select-ware.com/news/
http://www.yahoo.com/News/World/

Muito interessante e importante para professor e aluno é o acesso ao noticiário atualizado da imprensa na língua alvo. Estes dois sites listam grande número de endereços por língua ou por país.

De forma democrática, a Internet providencia acesso igual à informação e comunicação mundial (os bens mais valiosos da sociedade do 3º milênio) para países, regiões e instituições menos privilegiadas. Antes disponível apenas para a máquina militar da 1ª potência do planeta, hoje estão definitivamente ao alcance de cada escola que possa destinar a este fim um computador médio com modem e uma linha telefônica.

Por Markus J. Weininger, professor de línguas da Universidade Federal do Paraná, autor de softwares multimídia para o ensino do alemão, coordenador de projetos nacionais e no exterior para o uso das novas tecnologias no ensino de línguas estrangeiras.

E-mail do autor: markus@humanas.ufpr.br