GERENCIADOR DE BASES DE DADOS BIBLIOGRÁFICOS CDS/ISIS

Professora: Ursula Blattmann E-mail: ursula@ced.ufsc.br

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Aula 4

Planejamento de bases de dados usando o Microisis 308 (versão DOS) e Winisis

John Diebold, em 1969, afirmou: “as empresas bem-sucedidas na passagem para a era da informação - serão as mais capazes em enxergar informação como um ativo - um recurso - e desenvolver uma estratégia para lidar efetivamente com a alocação do recurso informação.” Em outras palavras, segundo Fernando de Souza Meirelles (1994, p.401), isto significa que, “o valor da administração da informação é o valor da mudança no comportamento decisório causado por essa informação menos o custo de tornar essa informação disponível. Para valorizar a administração da informação, os critérios importantes são se a informação é relevante, oportuna, objetiva e precisa. Os elementos críticos no processo de administração são informações e pessoas. O elemento crítico no processo de decisão é a informação.”

Ao utilizar novas tecnologias de informação‚  é necessário um certo cuidado na sua implantação, pois, conforme  coloca  CUNHA (1994, p. 105) “podem provocar alguns problemas e/ou  gerar  novas situações de turbulências não previstas pelos  gerentes  responsáveis por suas implantações”.

CUNHA (1994, p. 106) enfatiza que o uso de  novas  tecnologias para realizar o processamento e uso da informação já é uma  realidade brasileira, apesar do Brasil ter perdido  velocidade  em  seu processo de desenvolvimento tecnológico. Para esse autor  “entretanto, um movimento esboça-se, tanto no setor público, como no setor privado produtivo e de serviços, através de um reconhecimento, em todos os níveis, da importância da informática  documentária como uma das alavancas para o desenvolvimento e da  integração dos diversos tipos de unidades  de  informação”.

Portanto, pretende-se colocar em prática o uso de novas ferramentas tecnológicas (Microisis) como interface na execução das bases de dados , oferecendo aos acadêmicos a oportunidade na prática e teoria concretizando o aprender fazendo.

 Como suporte teórico introdutório está o livro de Jennifer Rowley Informática para bibliotecas (CED 027:007.5 R884i) no qual o capítulo 5 "Bases de dados" é fundamental  para nossas aulas. E também o manual e o manuseio do gerenciador de bases de dados Microisis.

Ou:   ROWLEY, Jennifer. A biblioteca eletrônica. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2002.

OU POLLONI, Enrico Giulio Franco. Administrando sistemas de informação: estudo de viabilidade. 2. ed São Paulo: Futura, 2001. 272p. ISBN 8574130281 Número de Chamada: 659.2   P777a

Análise de sistemas em bibliotecas

Este texto está baseado no livro de Meirelles (1994, p. 400-410) e adaptado pela professora Ursula Blattmann para suporte teórico na disciplina de Gerenciador de Bases de dados CDS/ISIS e poderá auxiliar também na disciplina Automação de Bibliotecas no Curso de Graduação de Biblioteconomia.

Segundo Meirelles (1994, p. 400) “o processo de decisão do executivo envolve muito mais do que somente análises de dados; ele engloba o estabelecimento de metas e critérios, a assimilação de informação relevante para as metas e critérios, e o fornecimento de julgamento baseado em experiência profissional”. Conclui portanto que “os requisitos básicos para qualidade do processo de decisão são competência, motivação e informação pertinente. Assumindo que o decisor é competente e motivado, o foco deve recair sobre o papel crítico que a informação desempenha na qualidade da decisão e como conseqüência na habilidade de um indivíduo ou organização atingir seus objetivos”.

O processo de informatização de qualquer atividade, segundo Meirelles (1994, p 407), deve passar necessariamente por uma série de estágios ou etapas. Os três estágios mais importantes estão no diagrama: MANUAL ( racionalização / estruturação) , AUTOMAÇÃO, INTEGRAÇÃO (Banco de Dados).

Conforme Meirelles, a “primeira etapa é uma racionalização e estruturação da atividade manual. Sem vencer esse estágio é muito difícil atingir o estágio seguinte, que seria automatizá-la. Nesse primeiro degrau do processo, a O & M - Organização e Métodos desempenha um papel fundamental na identificação de uma estrutura racional adequada tanto para esse estágio manual como para o sistema que irá automatizar esta atividade.

Tentar eliminar ou pular o primeiro degrau, automatizando uma atividade que não funciona bem manualmente, só resulta numa confusão automatizada. É claro que a passagem para o segundo degrau constitui uma excelente oportunidade para aperfeiçoar o processo existente, mas não deve ser encarada como a solução para uma atividade que não funciona manualmente.

No estágio de automação, as atividades costumam ser colocadas de início em sistemas isolados e os ganhos podem ser significativos. Contudo, não são comparáveis aos advindos do próximo estágio que integra os sistemas antes independentes. Com a integração é possível eliminar várias das tarefas que antes haviam sido “simplesmente” automatizadas.

Da mesma forma que é muito difícil saltar o primeiro degrau, é também difícil tentar pular o segundo, ou seja, partindo direto para um sistema totalmente integrado. A dificuldade está na complexidade das mudanças organizacionais e na implantação e desenvolvimento dos sistemas necessários.” No caso, a biblioteca precisa de tempo para amadurecer com relação ao uso desta tecnologia. O autor (Meirelles, p. 408) coloca que “uma aceleração excessiva desse processo aumenta até um nível intolerável a complexidade e os custos da integração.”

Portanto, a integração deve ser, sem dúvida, o objetivo final a ser almejado, Entretanto, a passagem por alguns estágios não retarda o processo; ela pode maximizar as recompensas e custar menos. Deve-se lembrar que existem outros estágios ou fases, mas o importante é conhecer o processo de evolução e amadurecimento da biblioteca.

“A ferramenta padrão utilizada para atingir a integração é o banco de dados, que é ao mesmo tempo o instrumento e o produto final do processo de integração e automatização.

Naturalmente, partes ou subsistemas de uma determinada  biblioteca podem estar, e em geral estão, em estágios diferentes. Entretanto, o objetivo final deverá ser o de atingir uma certa homogeneidade conforme a empresa caminha ao longo dessa evolução.” (Meirelles, 1994, p. 408)

Reunindo um conjunto de bibliotecas (ou centros de informações) para uma pesquisa sobre o seu estágio de informatização, é possível encontrar ainda muitas delas preocupadas em estruturar e racionalizar procedimentos isolados e uma boa parcela simplesmente absorvida em transpor processamento manuais para sistemas informatizados. Mais surpreendente ainda é que a maioria das aplicações não se refere a sistemas realmente planejados, mas sim é representada por “Sistemas Naturais”.

“Esses “Sistemas Naturais” são os que vão surgindo aos pedaços pela criação de processos isolados. Num sistema natural não há evidência de planejamento global. As “ligações” entre unidades e pessoas são sinuosas. Os “caminhos” dos sistemas são tortuosos. As ineficiências do processo manual anterior, os formulários e relatórios desnecessários permanecem simplesmente porque “sempre foi feito assim”. Com este tipo de sistema, o estágio de integração fica com uma complexidade “sobrenatural”.”(Meirelles, p.408)

Os estágios de informatização são cíclicos, após percorrê-los, a biblioteca passa por um novo ciclo, como, por exemplo, a reengenharia dos processos para realizar as mudanças necessárias à ampliação os benefícios da informatização.

Ciclo de informatização numa biblioteca:

1 Levantamento de necessidades de informações
(+ Bibliotecário  - Analista)

2 Planejamento  -  Projeto e características
(- Bibliotecário  + Analista)

3  Desenvolvimento - Detalhamento da proposta
( - Bibliotecário + Analista  + Programador)

4 Implementação  ( Implantação)
(Software disponível no local)

5 Operação (Digitação)
(Digitador ou  Bibliotecário)

6 Manutenção
(+ Bibliotecário + Digitador)

7 Avaliação
(Bibliotecário)
 

EXERCÍCIO 1:      Levantamento das necessidades de informação na biblioteca

1. natureza da atividade/ problema
2. volume de informações/ quantidade de acessos/ Quais?
3. quais produtos?
4. com que formato (entrada/saída)
5. definir dados para entradas
6. definir tamanho e tipo dos campos (considerada a fase mais demorada)
 

EXERCÍCIO 2:      Planejamento (projeto do sistema)

1. características da biblioteca:
2. características do setor/serviço:
3. características do equipamento:
4. características do software:
     capacidade:
     preço:
     assistência técnica:
     treinamento da equipe:
     vantagens:
     desvantagens:
 
 

EXERCÍCIO 3:     Desenvolvimento (Detalhamento da proposta)

Software: pronto: conhecer quais os softwares mais utilizados em Bibliotecas brasileiras

a ser desenvolvido

Tipo de software          Vantagens                          Desvantagens
Pronto                       -  uso imediato                    - custo (pagamento no ato)
                                  - ganho de tempo               - não atender as necessidades (adaptação)
                                  - verificável “in loco”
                                    (quem está utilizando:
                                     se é bom, defeitos, se
                                     possível reprogramar)

A ser desenvolvido     - sob medida para atender   - tempo para desenvolver
                                     as necessidades
                                   - custo                                        - tempo para testar
                                                                                       - elaborar testes
 

TIPOS DE SOFTWARES

Utilidade bibliográfica  (processos técnicos)
Recuperação de informação (aumentar os recursos e a rapidez no atendimento dos usuários)
Administrativos (melhoria dos processos administrativos)

Observação: existem softwares que englobam as especificidades acima mencionadas.

Exercício: Relacionar softwares indicados para bibliotecas:

Bibliográficos:
.........................................................................................................................................
.........................................................................................................................................
.........................................................................................................................................
.........................................................................................................................................
Recuperação da informação:
.........................................................................................................................................
.........................................................................................................................................
.........................................................................................................................................
.........................................................................................................................................
Administrativos:
.........................................................................................................................................
.........................................................................................................................................
.......................................................................................................................................
 

Planejar um banco de dados

O processo de planejamento é vital. Planejar requer atenção e reflexão sobre o que se quer do respectivo banco de dados, quais as áreas de assunto envolvidas e como elas se relacionam.

O planejamento pode ser realizado na reunião da equipe onde cada uma destas perguntas necessita ser repensada:
 

Resumindo: É fundamental definir todas as entradas e saídas das informações.
 

Fases do Projeto

Mãos a obra

Criar uma base de dados
 
 
Menu: Serviços de definição de bases de dados
Serviço ISISDEF Serviços de definição de bases de dados Menu PXDEF 
L - Mudar idioma do diálogo 
C - Definir nova base de dados 
U - Modificar definiçäo da base 
I - Re-inicializar base de dados 
R - Desbloquear base de dados 
X - Saída 

B. Dados : CDS Planilha : CDS 
MFN máx. : 119 Formato : CDS 
Micro CDS/ISIS - Ver. 3.07 (c)Unesco 1993 
 

E alterar determinados campos na base de dados :

 
Menu: Serviços de definição de base de dados
Serviço ISISDEF Serviços de definição de base de dados Menu PXDBU 
A - Atualizar Tabela de Def. de Campos (FDT) 
B - Criar/Atualizar planilha 
C - Copiar planilha 
D - Apagar planilha 
E - Criar/Atualizar Tabela de Sel. de Campos 
F - Copiar Tabela de Selec. de Campos (FST) ? 
G - Apagar Tabela de Selec. de Campos (FST) 
H - Criar/Atualizar formato de exibiçäo 
I - Copiar formato de exibiçäo 
J - Apagar formato de exibiçäo 
K - Listar arquivos associados à base 
X - Saída 
B. Dados : CDS Planilha : CDS 
MFN máx. : 119 Formato : CDS 
Micro CDS/ISIS - Ver. 3.07 (c)Unesco 1993 
ETAPAS PARA CRIAR UMA BASES DE DADOS

Etapa 1: Tabela de definição de campos (FDT)

Na  FDT estão as caracteríticas, ou seja, os parâmetros de cada elemento do campo que vai compor o registro no arquivo mestre (MST - master) de determinada base de dados.

Atenção: máximo 6 caracteres (evitar as letras   X ou Y na terceira posição)
 
Tabela de Definiçäo de Campos (FDT)
Tabela de Definiçäo de Campos (FDT) B. Dados: NOMEDB
----------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
¦ Etiqueta¦ Nome   ¦Tamanho .¦Tipo ¦Rep  ¦Delimitadores/Padräo ¦ 
----------------------------------------------------------------------------------------------------------- 

 
 

A - Insere (após) ¦B - Insere (antes) ¦ C - Troca linha ¦ D - Apaga linha
P - Pág. anterior ¦N - Próx. página ¦ T - Começo ¦ E - Final
¦ X - Saída ¦+ - Próx.linha

Observação:

Etiqueta de campo  identifica o campo, deve ser numérico entre 1 a 32767.
Nome do campo é o título dado a cada campo, aceita até 30 caracteres.
Tamanho máximo do campo indica o tamanho máximo de caracteres num determinado campo que poderá ser até 1650 caracteres.
Tipo do campo X alfanumérico A alfabético N numérico P padrão (máx. 20 caracteres).
Repetitivo pode ter mais de uma ocorrência.  Utiliza-se % para separar as ocorrências no campo repetitível.
Subcampos qualquer campo, exceto PADRÃO, pode-se subdividir em subcampos. Cada subcampo é definido quando utiliza-se ^ ( circunflexo).
Delimitadores/Padrão descrição expressada por caracteres, indica a forma do conteúdo do campo. Opções: X, A e 9 (numérico) e Outro .

ATENÇÃO: verifique sempre as mensagens que aparecem no rodapé da tela.

Modificação da FDT: pode-se modificar uma FDT mas deve-se considerar que algumas alterações podem trazer graves repercussões, principalmente se já existirem registros na base de dados correpondente. Cada vez que se alterar uma FDT, o CDS/ISIS realiza um controle de consistência das planilhas - worksheets -definidas e se for necessário, solicitará modificações naquelas.

 Etapa 2: Planilha de Entrada de Dados (FMT)

Nesta etapa é elaborada a tela para entrada de dados (digitação).
O sistema está previsto para aceitar até 19 campos numa tela. O conjunto de telas pode ser composto por até 20 telas.
Comandos importantes:
? possibilita verificar todos os campos, quando digitado o sinal de ? no número da etiqueta. Aparecem um a um os campos definidos na FDT. Para selecionar use X e pressionar [Enter], ou [Tab] para voltar ao campo anterior.
T ao digitar [t] no número da etiqueta, pode-se digitar um título a planilha que esta sendo esboçada.
Régua: ao escolher um número superior de linha (exemplo 22) aparecerá uma régua para linhas e colunas. Facilita na distribuiçào o posicionamento dos campos.
 

Planilha de Entrada de dados

 
 
 

_______________________________________________________________________ 

Entre a etiqueta do campo 
CADAS / 1

Atenção: para cada campo são necessários observar 8 atributos:

  1. número do campo,
  2. posição do campo,
  3. nome do campo,
  4. posição do conteúdo para o campo,
  5. atributo de como vai aparecer o campo (normal, piscante etc.),
  6. tamanho do campo,
  7. mensagem de ajuda e
  8. default.
Etapa 3: Formato de exibição (saída vídeo/impressora) (PFT) - veja lição sobre formato - isisaula_6.html

Exemplo do formato de saída dos campos :

 
Formato de saída
Nome da Base de Dados: CADAS Nome do formato: CADAS

----------------------------------------------------------------------------------------------------------- 

mfn(03) / 
v10/ 
v20 
/ '================================================================'/# 
 
 
 

EDIÇÄO: Substituir 
 

Etapa 4:  Tabela de Seleção de Campos  (FST)

Uma FST define critérios par extrair um ou mais itens de dados, ou parte de tais itens, dos registros do arquivo mestre (master).
Dependendo do serviço que se estiver usando, estes elementos são então usados para se criar entradas no arquivo  invertido ou para classificar registros na seqüência desejada antes de produzir uma saída impressa.

Nesta tabela são definidos os campos dos quais serão extraídos os termos ou palavras-chave para construir o dicionário de termos (gerado pelo arquivo invertido).
As etapas são: Identificação  (ID); Técnica de indexação (IT) e Formato de extração dos dados
Devem ser especificados os valores das  etiquetas  0/9 ;  a técnica da indexação e o formato de extração de dados.

 
FST para inversäo do arq
Nome da Base de Dados: CADAS FST para inversäo do arq. Nome da FST: CADAS 
-------------------------------------------------------------------------------- 
¦ ID ¦IT ¦Formato extraçäo de dados 
-------------------------------------------------------------------------------- 
_ 10 1 mhl, v10 
_ 20 1 mhl, v20^*/, v20^b 
_ 30 2 v30/ 

A - Insere (após) ¦B - Insere (antes) ¦ C - Troca linha ¦ D - Apaga linha 

P - Pág. anterior ¦N - Próx. página ¦ T - Começo ¦ E - Final 
¦ X - Saída ¦+ - Próx.linha 

Técnicas de indexação:

Técnica 0/5 -  usada para selecionar campos ou ocorrências de campos repetitivos por inteiro, até 30 caracteres.

Técnica 1/6 -  usada para selecionar os subcampos de um determinado campo.

Técnica 2/7 -  usada para selecionar palavras ou frases contidas entre os delimitadores <...>. No formato de impressão permanece igual à entrada dos dados.

Técnica 3/8 -  usada para selecionar palavras ou frases contidas entre os delimitadores /.../. No formato de impressão permanece igual  à entrada dos dados.

Técnica 4/9 -  usada para selecionar palavras, isto é, qualquer seqüência de caracteres alfabéticos. Quando se utiliza esta técnica, deve ser criado um arquivo de palavras proibidas (stopword), para que estas não sejam incluídas no dicionário de termos. É necessário utilizar o modo MHU ou MHL se o campo contiver subcampo(s).

Observação: Cada vez que se solicita ao CDS/ISIS que extraia elementos usando uma FST, este lerá os registros do arquivo mestre (master) e realizará para cada registro e para cada entrada o seguinte:
a) utlizará o formato para extrair do registro os dados correspondentes;
b) apliacará a teçnica de indexação especificada sobre os dados produzidos na extração anterior;
c) assinalara a cada elemento assim produzido, o identificador do campo especificado.

Posting: contém 4 elementos:
a) o MFN do registro que contém o termo;
b) o identificador do campo, para ser usado durante a recuperação;
c) o número de ocorrências; e,
d) o número de seqüência do termo.

Atenção: apesar de se permitir modificação de uma FST depois de criada, deve-se ter em conta que deverá ser feita nova inversão na base e a antiga FST não será mais acessada.

Leitura complementar

AS QUALIDADES DO SOFTWARE ERGONÔMICO. Inovar, p.11, dez./jan. 1995-6.

Prestativo: Deve proporcionar um rápido aprendizado e ser de fácil utilização, permitindo que o usuário melhore seu desempenho e diminua o número de erros na operação do sistema. Permite que o usuário saiba a qualquer momento onde se encontra  numa seqüência de interações ou na execução de uma tarefa, conheça as ações permitidas e obtenha informações complementares.

Claro: O software não deve deixar dúvidas sobre a leitura da interface. Apresentar e dispor claramente as informações na tela.

Confortável: Deve diminuir a carga de trabalho perceptiva e cognitiva do usuário durante a interação. Se o usuário for constantemente distraído por informações desnecessárias, menores serão suas chances de desempenhar as tarefas com eficiência. Também quanto menos ações forem necessárias, mais rápidas serão as interações.

Obediente: O usuário deve ter controle sobre o sistema (interromper, cancelar, suspender e continuar, podendo retomar as atividades a qualquer instante), processando somente as ações solicitadas. Esse tipo de controle favorece a aprendizagem e diminui os riscos de erros, tornando o software mais confortável.

Adaptável: Ter a capacidade de reagir conforme o contexto, as necessidades e as preferências do usuário. Permitir a personalização da interface.

Flexível: Deve respeitar o nível de experiência do usuário. Os diálogos de iniciativa somente do computador podem entediar o rendimento do usuário experiente, enquanto que os atalhos podem permitir rápido acesso às funções do sistema.

Seguro: Precisa empregar todos os mecanismos que permitem evitar ou reduzir a ocorrência de erros e que favoreçam a correção (entrada de dados incorretas ou com formatos inadequados, entrada de comandos com sintaxes incorretas, etc.) A qualidade das mensagens favorece o aprendizado do sistema, indicando ao usuário o que ele fez de errado, o que deveria ter feito e como corrigir.

Coerente: Os procedimentos, rótulos, comandos, etc., são facilmente reconhecidos, localizados e utilizados, quando seu formato, localização ou sintaxe são estáveis de uma tela para outra, ou de uma seção para outra. A falta de homogeneidade  nos menus pode aumentar os tempos de procura.
 


Veja também mais dicas de leitura Folder Microisis DOS - Versões Disponíveis - Dicas DOS - Automação em biblioteca - metodologia

Este material foi desenvolvido por Ursula Blattmann - ursula@ced.ufsc.br especialmente para as aulas da disciplinaCIN 5351 Gerenciador de Bases de dados Microisis - Universidade Federal de Santa Catarina  Departamento de Ciência da Informação Campus Universitário - Trindade Florianópolis Santa Catarina - Brasil -     Disponibilizado em 30 de janeiro de 2002. Atualizado em 11 de setembro de 2006.