GERENCIADOR
DE BASES DE DADOS BIBLIOGRÁFICOS CDS/ISIS
Professora: Ursula Blattmann E-mail:
ursula@ced.ufsc.br
Aula
1, Aula 2, Aula
3, Aula 4, Aula5
, Aula6 e Aula7
Revisão geral sobre Metodologia da automação em
bibliotecas
A - Metodologia para Desenvolvimento de um Projeto
de Automação de Biblioteca
1 Definição Geral dos Objetivos
2 Obtenção da Aprovação
Geral
2.1 Do pessoal da biblioteca
2.2 Da administração superior
2.3 Do suporte administrativo
3 Estabelecimento do que ser feito(metas)
3.1 Desenvolvimento das especificações
3.2 Projeto do sistema total
3.3 O estudo da praticabilidade
3.4 A obtenção da aprovação
da administração(final)
4 A Implantação do Sistema
lº passo - projeto e codificação
dos programas
2º passo - treinamento do pessoal
3º passo - projeto piloto
4º passo - revisão
5º passo - instalação completa
6º passo - continua melhoria do programa
5 Controle do Projeto
5.1 Direção do projeto
5.2 Conformidade com especificações
5.3 Custo de manutenção e os
limites programados
5.4 Documentação do sistema
B - Aspectos da administração
de programa automatizado
1 Quem implanta o Programa Automatizado
1.1 O administrador
1.2 O bibliotecário
1.3 O coordenador do projeto
1.4 O especialista do assunto
1.5 O especialista técnico
1.6 Os programadores
1.7 A implementação interna
e externa
2 Seqüências de Aplicações
2.1 Catalogação
2.2 Recuperação da informação
2.3 Controle da circulação
2.4 Aquisição
2.5 Seriadas
3 Fatores Humanos
3.1 Resistência a mudança
3.2 Estabilidade do trabalho
3.3 Temor da automação e do
computador
3.4 Temor dos erros
4 Treinamento
A- Metodologia para Desenvolvimento de um Projeto
de Automação de Biblioteca
1 Definição Geral dos Objetivos
Estabelecer objetivo geral e os objetivos específicos:
-
Analisando as necessidades gerais;
-
Determinando o que se quer realizar;
-
Definindo o propósito, a extensão,
o limite e as responsabilidades.
DEFINIÇÃO GERAL DO PROJETO
Documento preparado como auxilio de analistas,
administradores ou consultores (entre 6 a 20 páginas).
PROJETO EM VÁRIAS PARTES
É necessário estabelecer prioridades
esclarecendo benefícios e economia.
CONDIÇÕES ESPERADAS
Por uma biblioteca para o uso do computador
:
a) Provar a funcionários e usuários
a otimização nos serviços (maior quantidade de informação
e maior velocidade);
b) Ser de fácil uso tanto para funcionário
como para usuários;
c) Ser razoavelmente econômico;
d) Prover serviços para todas as seções
da biblioteca que podem ser automatizadas;
e) Ser modular e flexível;
f) Ter métodos simples para atualização
de registros;
g) Ser projetados também para serviços
administrativos quando possível;
h) Fazer intercâmbio com outras bibliotecas;
i) Capacidade de operação nas
duas formas : centralizada e descentralizada;
j) Ser adequado ao equipamento disponível
na instituição.
2 Obtenção da Aprovação
Geral
2.1 Do pessoal da biblioteca
- Discutir com todo o pessoal da biblioteca
o projeto, principalmente sobre os objetivos, requisitos, extensão
e o alcance, procurando a concordância de todos.
- Deixar clara a política de mudança.
2.2 Da administração superior
(preliminar)
-
Discutir o projeto com toda a hierarquia administrativa
em que esta afeta a biblioteca, devendo ser aprovado pela instância
superior.
-
2 tipos de aprovação:
-
Projeto pequeno - aprovação para
a conclusão do projeto;
-
Projeto grande - aprovação para
a conclusão do estudo.
-
Relatório deve ser claro e não muito
técnico; indicando as linhas mestras ou limites, custos, desempenho
e normas(auxiliado por uma exposição oral)
2.3 Do suporte administrativo
- Garantia do apoio financeiro, bem como o
pessoal da administração.
3 Estabelecer o que deve ser feito
3.1 Desenvolvimento das especificações
- Detalhamento do sistema e identificação
dos métodos
- Determinar o que fazer após
estudo de todas as funções da biblioteca e também
das organizações externas
- Projeto grande:
-
Dividir em várias fases;
-
Especificar cada subsistema;
- Nesta fase se identifica:
-
Custos excessivos;
-
Dificuldades ou impossibilidade do método;
-
Dificuldade de tecnologia.
3.2 Projeto do sistema atual
- Determinar como fazer
- O relatório do projeto deve traduzir
claramente toda operação do sistema quando instalado:
-
Layout do relatório
-
Formato de entrada
-
Conteúdo e estrutura dos registros
-
Fluxo do trabalho
-
Balanço
-
Auditoria
-
Controle de publicação
3.3 O estudo da praticabilidade
- Sistemas é praticável quando
desempenha o trabalho esperado, dentro do período e do custo razoável,
e quando consistente com os objetivos financeiros, de processamento e com
as necessidade da organização;
- Se o sistema não apresenta esses
padrões deve ser revisto
- Estudo da praticabilidade inclui:
1. Número de posições
de pessoas necessárias, eliminadas e adicionadas
2. Custo da operação do computador
3. O custo da análise do sistema, do
projeto e do estudo da praticabilidade
4. O custo do trabalho manual restante na
biblioteca
5. O custo das despesas gerais de todas essas
áreas
6. O custo da melhoria dos serviços
7. O custo de inabilidade de desempenho para
funções necessárias do sistema atual
8. O custo do atraso (para usuário
e para biblioteca) no serviço do sistema atual
9. Cronograma para implantação.
3.4 Obtenção da aprovação
final
Após o projeto concluído e a
praticabilidade documentada, tem-se os fatos e não mais posições,
então tem-se mais condições para a aprovação
final pela administração superior
4 Implantação do Sistema
1° passo: Projeto e codificação
dos programas = Fase de testes individuais para cada programa.
2° passo: Treinamento do pessoal = Para
todo o pessoal envolvido no sistema:
-
pessoal administrativo,
-
bibliotecários,
-
operadores de computador.
Procedimentos, formas e políticas
3° passo: Projeto piloto = Um projeto
piloto implica em tomar uma pequena quantidade de dados atuais para serem
processados através do novo sistema.
4°passo: Revisão = Erros nos programas
e no projeto (apontados no projeto piloto) são revistos e corrigidos
5°passo: Instalação do programa
6°passo: Programa de melhoria continua
5 Controle do Projeto
5.1 Direção do projeto
- o coordenador do projeto não deve
ser o diretor da Biblioteca;
- Pessoas não preparadas para direção
são causas freqüentes de sistemas fracassados ou onerosos;
- Outros profissionais da área de sistema
podem ser o coordenador do projeto, porém ha certos riscos (desvirtuação
dos objetivos do sistema).
5.2 Conformidade com as especificações
- esquema para checar os programas com
as especificações /Manual de Especificações
5.3 Custo de manutenção
e limite de programação
Causas da ultrapassagem dos custos iniciais
e limites estabelecidos:
-
Falta de planejamento detalhado do projeto;
-
Muitas mudanças na implantação
do projeto;
-
Pouca familiaridade dos analistas com as funções
da Biblioteca (s/ condições de previsão);
-
Negligência na supervisão do projeto
5.4 Documentação do sistema
Consiste nos seguintes itens:
-
Nível geral de discrição
da aplicação;
-
Detalhamento de procedimento;
-
Estrutura de arquivos e registros;
-
Proteção contra acidentes.
B - Aspectos da administração
de programa automatizado
1 Quem implanta o Programa Automatizado
1.1 O administrador
-
O sucesso de um programa depende do desempenho
do administrador
-
Resolver ou reconciliar conflitos entre
as várias seções de departamentos
-
Influência na aceitação
pelo pessoal das mudanças do novo sistema
1.2 Os bibliotecários
-
Estar seguro e confiante que todos os serviços
e funções da biblioteca foram consideradas pelo sistema segundos
os interesses e necessidades dos usuários e da instituição
e também segundo seus propósitos e especificidades.
1.3 Coordenador do projeto
-
Deve dedicar-se integralmente à coordenação
do projeto, pois muitos projetos de automação não
são completados pela ausência do coordenador.
-
Deve ser primeiramente um bibliotecário
administrador ou pessoa qualificada nesta área.
-
Sua função: estímulo,
controle, descoberta de melhores caminhos, encorajar a melhoria dos serviços
e redução de custos.
1.4 O especialista do assunto
-
Tem o domínio de todos os assuntos
da área de sua especialidade
-
Não sabe como fazer, sabe o que tem
que ser feito
-
Na biblioteca sem dúvida o bibliotecário
de cada área (catalogação, relatórios técnicos)
1.5 O especialista técnico
-
Tem o domínio do equipamento, métodos,
procedimentos, máquinas, táticas e estratégias administrativas.
-
Sabe como fazer, não tem domínio
do assunto
-
Analistas de sistemas
1.6 Os programadores
-
Inscrevem os programas das especificações
feitas pelo especialista técnico.
-
Testam os programas
1.7 Implementação interna
ou externa
-
tipos de projeto para a implementação
de sistema de informação em biblioteca:
a) desenvolver o projeto dentro da biblioteca
b) desenvolver o projeto através de
sistemas de outras instituições
c) contratar uma agência de consultoria
para fazer o trabalho
d) a combinação dos tipos acima.
2 Seqüências de aplicações
É impossível recomendar
uma seqüência particular de aplicação para varias
bibliotecas e em varias circunstancias.
2.1 Catalogação
-
Adotar uma catalogação padrão;
-
Registrar os dados do catalogo de forma
legível por maquina;
-
Imprimir catálogos em forma de livros
ou catálogos em fichas;
-
Reconciliar dados conflitantes do arquivo.
Uma das funções mais trabalhosas
do sistema, pode levar ate anos dependendo do tamanho
da biblioteca.
2.2 Recuperação de informação
Esta atividade inclui:
-
Boletins de comunicação;
-
Disseminação seletiva da informação
e
-
Recuperação retrospectiva
da informação.
É uma das funções mais complexas
e pode levar mais tempo para ser implantada.
2.3 Circulação
Para melhor eficácia desta função
e necessário ter já automatizado a catalogação
-> gerando arquivos de suporte.
2.4 Aquisição
Parece ser a função que deveria
ser primeira a ser implantada, mas deve ser a adição do processo
de aquisição a outras funções já implantadas.
2.5 Seriados
Uma função que exige um tratamento
especial , tanto para aquisição ( Controle das assinaturas)
como na recuperação da informação.
É sempre uma das ultimas funções
a ser implantada.
3 Fatores Humanos
3.1 Resistência a mudança.
3.2 Estabilidade do trabalho
- Mudanças de relação
de trabalho;
- Exigências de novas
funções;
- Eliminações
de algumas posições.
3.3 Receio da automação e do
computador.
3.4 Receio de cometer erros.
4 Treinamento
É necessário ter um manual de
procedimentos para todas as funções, tanto para o pessoal
da biblioteca como para os usuários.
Veja também mais dicas de leitura Folder
Microisis DOS - Versões
Disponíveis - Dicas DOS
- Automação em biblioteca
- metodologia
Este material foi desenvolvido por Ursula
Blattmann - ursula@ced.ufsc.br especialmente para as aulas da disciplina
CIN 5351 Gerenciador
de Bases de dados Microisis - Universidade
Federal de Santa Catarina Departamento
de Ciência da Informação Campus Universitário
- Trindade Florianópolis Santa Catarina - Brasil -
Disponibilizado em 30 de janeiro de 2002. Atualizado em 23 de março de 2005.