Periodicidade Semestral - Número 3 - Janeiro/Julho de 2001
(Página melhor visualizada com a resolução 800X600)

 

 

SEÇÃO BRINCADEIRA


página inicial de apresentação da revista zeroseis


        Material preparado pelas alunas Cintia Lyse Alves Nascimento, Eva Zatur e Fernanda Rocha Pereira especialmente para este número da nossa revista. Venha brincar conosco !
 
 
 

B r i n c a d e i r a s   T r a d i c i o n a i s  

I n f a n t i s

           Clique no botão da lista
         abaixo para saber como
         se joga:
 


amarelinha


cabra-cega


esconde-esconde

Resgatar a 
experiência fascinante da 
brincadeira tradicional, 
criando e recriando 
o encantamento do lúdico, 
do convívio, da troca 
com o outro... 
na constituição 
de grupos. 



 
 
  

"Jogos infantis" do flamenco Pieter Bruegel, de 1560,
 mostrando 84 atividades lúdicas com mais de 250 crianças

VOLTAR AO INÍCIO



 
 
Amarelinha
 

Primeiro desenhe no chão um diagrama como este que está aí embaixo. Quem for jogar fica no inferno e lança uma pedra, mirando no número 1.
Se acertar, pula num pé só no número 2 e depois no 3. Em seguida, pula colocando um pé no número 4 e o outro no 5 (as asas). Pula de novo com um pé só no número 6 (o pescoço) e pisa com os dois pés no céu (que também é chamado de lua).
Para voltar, faz a mesma coisa, abaixando um pouco no número 2 para pegar a pedra que ficou no número 1, pulando depois para o inferno.
Começa tudo de novo, só que dessa vez, tem de mirar a pedra no número 2 e pular num pé só direto no número 3. E assim vai a brincadeira, até que o jogador erre e passe a vez para o próximo companheiro. Quem sai do jogo, quando volta, começa de onde errou.
Você também pode jogar amarelinha sozinho. Quando errar comece do número 1.

IMAGEM DA AMARELINHA

VOLTAR AO INÍCIO



Cabra-Cega
(Também conhecido por cobra-cega, pata-cega, galinha-cega)
 

Todo mundo forma uma roda e fica de mãos dadas. Quem for escolhido para ser a cabra-cega fica com os olhos vendados e vai para o meio da roda.
A cabra tem de agarrar alguém da roda, que não pode ficar parada: quem estiver do lado para onde a cabra estiver indo foge, quem está do outro lado avança. Se a cabra-cega for esperta, consegue pegar alguém que está atrás dela.
Se a corrente da roda quebrar, o jogador que estiver do lado esquerdo de quem soltou a mão fica sendo a cabra, e a brincadeira começa de novo.

VOLTAR AO INÍCIO



 
Esconde-Esconde
(Também conhecido por piques, pique-esconde, 31 alerta)
 

Escolha um lugar para ser o pique e quem vai ficar nele. O jogador escolhido fica de costas e de olhos fechados no pique, contando até o número combinado.
Enquanto isso, o resto do grupo tem de se esconder. Quando termina de contar, o jogador vai procurar os companheiros.
Quem está escondido tem que correr até o  pique para se salvar. Quando encontra alguém, o jogador que está procurando tem de voltar ao pique e dizer onde é que viu o companheiro.
Se  o jogador encontrado chegar ao pique antes do perseguidor, ele se salva.
O primeiro que for pego é o perseguidor na próxima jogada. Se todo mundo for salvo, a brincadeira continua com o mesmo perseguidor.

VOLTAR AO INÍCIO



 
Brincadeiras Tradicionais Infantis
 

Cintia Lyse Alves Nascimento
Eva Zatur
Fernanda Rocha Pereira

Pensamos as brincadeiras tradicionais infantis como parte integrante da cultura lúdica. Ela é transmitida de geração em geração expressando valores e diferentes concepções. Diante das transformações sociais, do advento da televisão e dos brinquedos eletrônicos, percebemos a falta e a necessidade do resgate destas brincadeiras. De acordo com Fantin (2000):

      • Resgatar a história de jogos tradicionais infantis, como a expressão da história e da cultura, pode nos mostrar estilos de vida, maneiras de pensar, sentir e falar e sobretudo, maneiras de brincar e interagir. Configurando-se em presença viva de um passado no presente. (p. 70) 

A brincadeira tradicional infantil, uma das representações folclóricas, baseada na mentalidade popular, expressa-se, sobretudo, pela oralidade, é considerada como parte da cultura popular. Neste sentido, a brincadeira tradicional é uma forma de preservar a produção cultural de um povo num certo período histórico.

No entanto, essa cultura não-oficial, não fica cristalizada. Pois se é de forma oral que ela vai passando de geração em geração, a brincadeira está sempre em transformação, incorporando criações anônimas das gerações que vão se sucedendo. Não se conhece a origem da amarelinha, do pião, das parlendas. Seus criadores são anônimos. Sabe-se apenas que provêm de práticas abandonadas por adultos, de fragmentos de romances, poesias, mitos e rituais religiosos. 
 

    Segundo Kishimoto (1999), 
     

  •  enquanto manifestação livre e espontânea da cultura popular, a brincadeira tradicional tem a função de perpetuar a cultura infantil, desenvolver formas de convivência social e permitir o prazer de brincar. Por pertencer à categoria de experiências transmitidas espontaneamente conforme motivações internas da criança, a brincadeira tradicional infantil garante a presença do lúdico, da situação imaginária.


Recordar as brincadeiras e os brinquedos tradicionais, muitas vezes nos faz lembrar de tempos difíceis em que havia poucos e raros brinquedos. Afirmamos isto diante da grande variedade de que atualmente dispomos.

Reportamo-nos ao tempo em que era mais valorizado o processo de construção e reconstrução de brinquedos e das brincadeiras, onde o mais importante não era o produto final, aquele pronto e acabado. Lembramos de quando éramos crianças: “ter a casinha arrumada” não era o objetivo final. A criatividade em procurar objetos para arrumar a casinha parecia-nos mais interessante do que a brincadeira em si na casinha.

Especialmente nas décadas de 1930, 1940 e 1950, quando ainda não eram muito populares os meios de comunicação, percebe-se, de acordo com Cabral (1996), o destaque para a percepção mais sensitiva do mundo. As brincadeiras estavam mais relacionadas aos sentidos, à percepção da natureza. Nos dias de hoje, o aspecto visual, como a televisão e os brinquedos eletrônicos, que influenciam no repertório das brincadeiras infantis, é bem mais estimulado e imposto pela sociedade capitalista e de consumo.

Concordamos, portanto, que as brincadeiras tradicionais infantis são fontes enriquecedoras enquanto resgate da cultura e prática do lúdico na constituição de grupos.
 

Bibliografia:

CABRAL, Fátima. O lúdico e a sociabilidade infantil. Cadernos CERU, série 2, no 7, 1996.

FANTIN, Mônica. No mundo da Brincadeira: Jogo, brincadeira e cultura na Educação Infantil. Florianópolis, Cidade Futura, 2000.

Folha de São Paulo. Brincadeiras: Especial 2. Domingo, 16 de abril de 2000

KISHIMOTO, Tizuko Morchida (org). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 3 ed. São Paulo: Cortez, 1999.
 

 

VOLTAR AO INÍCIO DO  ARTIGO



CONVIDAMOS VOCÊ PARA NAVEGAR
PELA NOSSA REVISTA


Resenha

Entrevista

Brincadeiras

Artigos

Cotidiano

SUMÁRIO

SUMÁRIO GERAL DOS ARTIGOS

EXPEDIENTE

 


Visite:
Núcleo de Estudos
e Pesquisas
da Educação de 0 a 6 anos
MenuHOME

Número 1

Número 2
 

Participe da lista de discussão sobre a infância.

VEJA COMO!!!



EXPEDIENTE

As seções deste número foram escritas e organizadas pelas alunas do curso de Pedagogia da UFSC, 7ª fase, segundo semestre de 2000, as quais estão nominadas em cada matéria específica.
A supervisão ficou a cargo da profa. Eloisa A.C. Rocha que discutiu os temas e orientou os trabalhos.
A criação do lay-out das páginas e a edição na internet ficou a cargo do
prof. João Josué da Silva Filho.

 


 


VOLTAR AO INÍCIO DA PÁGINA



Webmaster:
Prof. João Josué da Silva Filho