Periodicidade
Semestral - Número 10 - Julho/Dezembro de 2004
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A BRINCADEIRA COMO UM PROCESSO SIGNIFICATIVO NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
Fernanda Pereira Pimentel
Maria Luiza Probst Diniz
O presente artigo faz parte do programa de ensino da disciplina de Estágio em Educação Infantil, referente a 8 ª fase do curso de Pedagogia da UFSC.
A proposta que orienta o estágio busca possibilitar que as acadêmicas vivenciem um pouco da realidade nos contextos de Instituições de Educação Infantil, responsáveis pelo atendimento de crianças de 0 a 6 anos de idade, compreendendo também como lugar de pesquisa e construção de conhecimento sobre o universo infantil.
O estágio ocorreu no Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI), que atende crianças pequenas, filhos da comunidade universitária compreendida pelos professores, técnicos administrativos e alunos da UFSC.
Para o recolhimento de dados utilizamos as anotações observadas em sala, além da máquina fotográfica para registrar o cotidiano das crianças e as proposições realizadas.
O grupo era composto por 14 crianças, sendo 7 meninas e 7 meninos, com idade de 5 anos, junto com a professora Jane e a bolsista Nádia.
Através de nossas observações, percebemos que na turma, à maioria das vezes, estavam dispostas a compartilhar os seus brinquedos que traziam de casa, como os que permaneciam na sala. Era visível como as crianças já desempenhavam papéis, como por exemplo, ajudar na hora do lanche, tomar água dirigindo-se para um dos cantos onde ficava a jarra d’água com os copos de cada criança, guardavam os brinquedos que tiravam do lugar e, em alguns momentos a professora chamava atenção para a organização da sala. No interior desta, havia vários “cantos” de brincadeira, como, casinha, uma mini-biblioteca, um espelho, caixa com fantasias, banquinhos de madeira, um tapete onde geralmente as crianças se dirigiam para brincar de lego e dinossauros. Além da sala, o corredor também era um espaço muito procurado por elas. Neste, haviam cantinhos organizados para as brincadeiras onde muitas vezes, o repertório era brincar de bonecas, mamãe e filhinhos.
A cada visita ao grupo, algumas questões nos chamavam a atenção, sendo que algumas delas se repetiam constantemente, o que fazia avançar reflexões sobre o assunto. Sendo assim, trouxemos como tema à questão da brincadeira faz-de-conta, muito presente no grupo observado. Partimos da forma, pelo qual as crianças se envolviam nas brincadeiras criando espaços significativos para ela. E através dela, usavam diferentes meios como postura, falas para representar suas experiências. Em decorrência deste fato, realizamos algumas atividades com as crianças, como a construção das tartarugas, aproveitando o passeio ao Projeto Tamar na Barra da Lagoa e modificando o espaço da sala, criando um novo “Canto da Fantasia” para que elas pudessem explorá-lo, vestindo-se com roupas, colares, perucas etc.
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