Periodicidade Semestral - Número 3 - Janeiro/Julho de 2001
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SEÇÃO RESENHA

 

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1. RESENHA
Preparada pelas alunas enfocando a questão das relações entre Família e Instituição de Educação Infantil . A base foi a dissertação de Mestrado da professora Marilde Juçara da Fonseca.
Por: Adriana Beccari, Daniela Regina Linhares, Marlise Maria Rech

2. BIBLIOGRAFIA COMENTADA
Preparada pela aluna Karine Maria Antunes sobre a temática da construção do Projeto Político Pedagógico englobando um livro, uma dissertação de mestrado e alguns artigos publicados



Família e Instituição de Educação Infantil, qual a relação?
 
I. INTRODUÇÃO II. ANÁLISE III. CONSIDERAÇÕES FINAIS

INTRODUÇÃO

Inicialmente gostaríamos de justificar a escolha do tema. Foi devido considerarmos insuficiente as discussões a respeito da participação das famílias na instituição pública de educação infantil no decorrer do curso de pedagogia, principalmente, na habilitação de educação infantil. Tomando como base a dissertação de Mestrado de Marilde Juçara da Fonseca, em relação a esta temática, desenvolvemos a presente resenha com algumas reflexões a cerca do trabalho.

Com o objetivo de compreender na prática a participação das famílias na instituição e qual o significado para elas, Fonseca realizou no Núcleo de Educação Infantil (NEI) Canto da Lagoa, no período de 1998 a 2000, sua pesquisa de mestrado. Em seu trabalho FONSECA abrange os seguintes tópicos:
"Educação Infantil: avanços e ambigüidades das políticas nacionais", "A origem do tema de pesquisa: questões teórico-metodológicas", "O NEI - Canto da Lagoa e suas inserções no contexto local", "Possibilidades e limites das modalidades de participação coletivas".

 

ANÁLISE

Analisando as formas de participação das famílias, limites e possibilidades de cada instância coletiva nesse processo: Associação de Pais e professores (APP), reuniões de pais, mutirões e festas.

A autora cita quatro modalidades de participação, sendo a APP e as reuniões pedagógica classificadas como formais e os mutirões e as festas como informais. Para analisar os limites e as possibilidades das diferentes modalidades de participação existentes no NEI, a autora apoia-se na definição sugerida por Giacomo San:

Ao analisar a modalidade de participação formal, com base nos três níveis de participação política definidos anteriormente, a autora afirma que:

Considerando que há dois tipos de reuniões - geral e pedagógico - vislumbram-se diferentes estratégias de participação e encaminhamentos. Nas reuniões gerais a incidência de intervenção deliberada dificilmente acontece, enquanto que a incidência de presença é maior. Isto ocorre devido a forma de encaminhamentos, haja visto que as decisões já foram tomadas anteriormente.

Por outro lado, as reuniões pedagógicas possibilitam uma maior incidência dos três níveis de participação de pais e mães porque envolvem temas relacionados ao cotidiano vivido no ambiente educativo e fora dele. Ao analisar a modalidade de participação informal com base nos três níveis de participação política a autora afirma que:

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS
 

Em suas considerações finais a autora afirma:

Ao analisarmos o presente trabalho, verificamos que a participação das famílias na Instituição de Educação Infantil é muito restrita e delimitada, pois a família não tem voz ativa em todos os momentos significativos decorrente do ano letivo. Concordamos que
as formas de participação não podem ser pensadas como algo pronto e acabado, as instituições de Educação Infantil precisam criar espaços de participação ativa das famílias. Mas como estar proporcionando isto? Como construir esta relação de forma democrática? Como mantê-la? São algumas indagações que deixamos em aberto porque são motivo para tantas outras reflexões.

 


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS INDICADAS NA DISSERTAÇÃO:

ARIÉS, Philippe. História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro: LTC Editora, 1981.

ARROYO, M. G. Experiências de inovação educativa: o currículo na prática da escola. In: MOREIRA, A. F. B. (ORG) Currículo: Políticas e práticas. São Paulo: Papirus, 1999.

ARROYO, Miguel G. Educação e Crise do trabalho: Perspectiva de Final de Século. Petrópolis, Vozes, 1998.

AZEVEDO, J. C. L. H da Silva. (org) Paixão de Aprender II. Petrópolis – RJ: Ed. Vozes, 1995.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto/Secretaria de Educação Fundamental/ Departamento de Políticas Educacionais/ Coordenação Geral da Educação Infantil. Políticas Nacional de Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF/DPE/COEDI, 1994.

BASTIANI, Mara Lúcia. O ideário “Alternativo” da Escola Sarapiquá: Significados, Contextos de Produção e Concretização. Dissertação de Mestrado em Educação, UDESC, Florianópolis, 1999.

CARVALHO, Marilia P. Um invisível Cordão de Isolamento: Escola e Participação Popular. Cadernos de Pesquisa. FCC, SP. (70) Agosto, 1991.

CISESKI, Angela Antunes. Aceita um conselho? Teoria e Prática de Gestão participativa na escola pública. Dissertação de Mestrado. São Paulo. FEUSP, 1997.

DELGADO, Ana C. Coll. A construção de uma alternativa curricular na Pré Escola: A experiência do NEI – Canto da Lagoa. Dissertação de Mestrado, Florianópolis, 1997.

HADDAD, Lenira. A Creche em busca de identidade. Ed. Loyola. SP, 1993.

MACHADO, Zenaide Souza. Repensando a participação das famílias na Creche: Uma possível “porta de entrada”  Monografia. FAED. Florianópolis, 1999.

MAISTRO, Maria Aparecida. As relações creche-família: um estudo de caso. Dissertação de Mestrado. UFSC, 1997.

SAN, Giacomo. Participação Política. In: BOBBIO, Norberto. et al. Dicionário de Política. 2? ed, Brasília, Ed. Universidade de Brasília, 1986.

PERSPECTIVA. Florianópolis, v. 17, número especial, p. 99-108, jan/jun. 1999.

______. Florianópolis, v 17, número especial, p. 11-21, jul/dez 1999.

 

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2. BIBLIOGRAFIA COMENTADA
Preparada pela aluna Karine Maria Antunes sobre a temática da construção do Projeto Político Pedagógico englobando um livro, uma dissertação de mestrado e alguns artigos publicados


I. INTRODUÇÃO II. BIBLIOGRAFIA COMENTADA

INTRODUÇÃO

É importante ressaltar que o Projeto Político Pedagógico, apesar de ser palavra corrente nos debates nas salas de aula da pedagogia, ainda é uma temática recente tanto no interior das escolas, como na literatura acadêmica.

No Brasil, este debate é fruto de reivindicações de mais de duas décadas entre educadores que vêem a escola como um espaço de construção de autonomia.  Para nós, estudantes, este debate é recente e carece ainda de muito estudo e pesquisa que nos auxilie a entender a escola, percebendo seus limites e possibilidades na discussão e elaboração do PPP.  Assim poderemos construir estratégias de ação efetiva de intervenção na estrutura escolar, com vistas a transformá-la, colocando-a a serviço da maioria da população

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional, ele deverá explicitar:


Cada escola constituirá seu Conselho Deliberativo Escolar, que terá por finalidade aprovar e fiscalizar os procedimentos para o andamento do PPP.

Uma vez que se instaure na escola espaços de reflexão sobre sua prática, elaboração e registro das diretrizes pedagógicas, estão dadas as condições para as mudanças necessárias, para se rever a prática já estabelecida, para construção de uma escola democrática, que tenha por princípio o respeito à criança e a garantia da Infância na escola.  O PPP explicitará a sua concepção filosófica, retratando a visão de educação, de ser humano e de sociedade, sua organização administrativa e de ensino, os procedimentos pedagógicos, o processo de avaliação, o calendário letivo e como se dará a capacitação docente continuada; fazendo-o com a contribuição das famílias, do corpo docente e técnico- administrativo da escola.

Neste texto apresentamos a bibliografia comentada de uma dissertação de mestrado, alguns artigos extraídos de periódicos da área, e de um livro, coletânea de artigos, que discorrem sobre a relevância, formas e possíveis consequências da implantação do processo de elaboração do PPP da instituição.

 

  BIBLIOGRAFIA COMENTADA
 
 
LIVRO:   VEIGA, Ilma Passos.(org.) Projeto Político-Pedagógico da Escola: uma construção possível. Campinas, SP: Papirus, 1995 – (Coleção Magistério: Formação e trabalho pedagógico).

Composto por oito artigos e oito autores/as, este livro traz temas como: construção coletiva do projeto pedagógico, gestão na escola, relações de poder, autonomia, princípios básicos de planejamento participativo, relações ensino-aprendizagem e organização dos educadores.
Defendem a idéia da organização do trabalho pedagógico por meio da constituição de um projeto político pedagógico, fruto da reflexão permanente acerca dos problemas da escola, buscando alternativas à efetivação de seu objetivo: “construção de um processo democrático de decisões que visa eliminaras relações competitivas, corporativas e autoritárias, rompendo com a rotina burocrátiuca no interior da escola”.

Para VEIGA, o PPP deve “basear-se naquilo que a escola possui de particular, levando em conta seus limites, recursos materiais e humanos, enfim, sua história”, para que se tenha clareza na identificação das necessidades que possui, visando superá-las. No que diz respeito à escola, "é preciso que as decisões institucionais partam da prática cotidiana, sendo, portanto, necessário conhecê-la, identificando suas características e formas de expressão”; e afirma que “questionar e transformar os conceitos e práticas vigentes na educação requer ainda muita construção teórica” (p. 56).

Para quem está iniciando seu contato com a temática e tem interesse, é uma leitura mais que recomendada.


DISSERTAÇÃO: DELGADO, Ana Cristina Coll. A Construção de uma Alternativa Curricular na Pré-Escola: A Experiência do NEI Canto da Lagoa. Dissertação de Mestrado. Florianópolis: 1997.

Fruto de um estudo de caso, o texto relata as formas e desdobramentos do envolvimento da comunidade que rodeia a escola, representada pelas famílias das crianças que freqüentam o Núcleo de Educação Infantil do Canto da Lagoa, na elaboração e prática da sua proposta pedagógica.
“O Projeto Político-Pedagógico, na concepção do grupo garantiria um envolvimento de todas as profissionais, daria um linha de trabalho para o NEI, bem como maior autonomia do corpo docente em relação aos programas curriculares prontos e um caráter de organização coletiva oposta às decisões isoladas que são tomadas nas salas de aula” (p.134).
A autora oferece um retrato histórico do bairro e analisa as atuais alterações do processo de urbanização da região com as mudanças no perfil do público que frequenta o NEI.


ARTIGO: SILVA, Zilá Aparecida Peigo de Moura (org). Reformulação da Pré-Escola: a Construção de um Projeto Pedagógico. Didática, São Paulo, 31: 89-96, 1996

Este artigo apresenta os primeiros estudos numa investigação sobre as reais condições de trabalho pedagógico em classes de pré-escola do município de Macatuba – SP; sintetizando os pontos fundamentais para que se inicie o processo sistemático de construção de um Projeto Pedagógico para esta mesma pré-escola.
 
 
ARTIGOS: ALMEIDA, Ana Bela Alves. O Projecto Educativo. Cadernos de Educação e Infância nº 47/98

Neste artigo a autora apresenta a defesa da idéia de oportunidade de reflexão acerca do Projeto Educativo, como verdadeiro instrumento de autonomia e de gestão. Ressalta também a necessidade de articulação do debate da escola de educação infantil com as demais escolas: “de facto é fundamental encarar o futuro dos jardins de infância como unidades educativas integradas em espaços cada vez mais alargados”.
Destaca que seu estudo permitiu verificar que a construção do Projeto Educativo arrasta consigo dois pressupostos fundamentais: a autonomia e a participação.


LEGISLAÇÃO: Orientações ao nível Nacional, Estadual e Municipal, para a elaboração dos Projetos Políticos Pedagógicos para a escola de educação básica, média e superior.


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As seções deste número foram escritas e organizadas pelas alunas do curso de Pedagogia da UFSC, 7ª fase, segundo semestre de 2000, as quais estão nominadas em cada matéria específica.
A supervisão ficou a cargo da profa. Eloisa A.C. Rocha que discutiu os temas e orientou os trabalhos.
A criação do lay-out das páginas e a edição na internet ficou a cargo do prof. João Josué da Silva Filho.

 



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Webmaster:
Prof. João Josué da Silva Filho